domingo, 31 de maio de 2009

Para começar a gostar de soul

Para começar a gostar de soul
Pois bem, aqui está uma outra "seleção", desta vez com sugestões que julgo imprescindíveis para quem quer começar a gostar de soul music. "Para variar", tive muita dificuldade em escolher os onze discos, pois muitos são os álbuns essenciais do gênero e eu tive que deixar de fora trabalhos excepcionais de artistas verdadeiramente únicos. Propositalmente, não coloquei nada do James Brown porque, como você já sabe a esta altura do campeonato, é primordial ouvir todos os discos do cara. Também com dor no coração, tive que deixar de fora discos maravilhosos de Solomon Burke, Bobby Bland, Billy Paul, Diana Ross & The Supremes, Ray Charles (muito mais porque o seu lance era uma mistureba de r&b com outros estilos) e mais uma cacetada de gente talentosíssima. Bem, vamos lá...

1) WHAT'S GOIN' ON - Marvin Gaye
Sem dúvida alguma, este é o mais importante disco da soul music de todos os tempos. A preocupação em fugir do romantismo clichezento fez com que Marvin mostrasse letras engajadas em termos políticos e sociais, falando sobre a decadência do sonho americano, de racismo, de como as pessoas estavam destruindo o planeta, de crianças abandonadas. Sua voz aveludada, mais um fenomenal grupo de músicos de apoio - com destaque para o lendário baixista James Jamerson, em meio a guitarras, baterias e percussões angelicamente suingadas -, fez com que o cantor se tornasse uma espécie de porta-voz de uma nova revolução, calma e tranquila, mas não menos incisiva e corrosiva. Cada faixa ainda soa assustadoramente atual nos dias de hoje. Alternado decepção e raiva contida com sinais de esperança, é um daqueles discos que deveria ser enviado para outras galáxias como prova de vida inteligente aqui na Terra. Gostou? Ouça também Let's Get It On.

2) LET'S STAY TOGETHER - Al Green
Com uma produção quase simplória em termos de timbres, Green conseguiu fazer com que a genialidade das canções presentes no disco fosse o suficiente para cativar a audição de quem quer que seja. Se a faixa-título é um dos momentos mais sublimes da história da música mundial, em "How Can You Mend a Broken Heart" (composta e gravada pelos Bee Gees) está um raro caso em que uma regravação ficou melhor que a versão original. Já o balanço insinuante de "Judy", "I Never Found a Girl (Who Loves Me Like You Do)" e "It Ain't No Fun to Me", esta com um leve acento blues, mostram com a voz de Green exalava paixão sem qualquer trinado virtuosístico. Gostou? Ouça também I'm Still in Love With You.

3) INNERVISIONS - Stevie Wonder
Desde a mais tenra idade - nove anos -, Stevie Wonder já mostrava que era mais que um garoto prodígio que sabia tocar um monte de instrumentos: era um gênio, isso sim. Se um dia algum bucéfalo duvidou disso, este disco não deixava o menor traço de dúvida a respeito disso. Assim como Marvin Gaye havia feito no disco citado anteriormente neste espaço, Wonder aplicou um discurso multifacetado e igualmente crítico a repeito do cotidiano socila e político dos Estados Unidos na época (1973) em canções absurdamente geniais, como "Living for the City", "Too High", "Higher Ground" (uma implícita continuação de outro grande clássico de sua lavra, "Superstition") e a estonteante balada "All in Love is Fair". Gostou? Ouça também Talking Book.

4) MAKE IT HAPPEN - Smokey Robinson & The Miracles
Apesar de apresentar um repertório magnífico, este disco recebeu muito menos atenção do que merecia na época de seu lançamento. Dançante na medida certa - ainda hoje é impossível ficar parando ouvindo-se canções como "The Soulful Shack" e "It's a Good Feeling" - e romântico sem esbarrar no excesso de sacarose ("My Love for You", "You Must Be Love), o disco se apoiava na voz levemente afeminada de Smokey Robinson, um craque em forjar lindas melodias vocais. Na hora de comprar este disco, preste atenção: uma das faixas - a ótima "The Tears of a Clown" - acabou rebatizando um relançamento deste álbum, com o mesmíssimo repertório. Gostou? Ouça também Going to a Go-Go.

5) THE DOCK OF THE BAY - Otis Redding
Morto precocemente aos 26 anos de idade, um pouco antes deste álbum ser lançado, Otis Redding deixou um legado musical quase impossível de ser superado. A maneira emocionada e sofisticada com a qual se entregava em cada canção fizeram com que se tornasse uma influência marcante em 99% dos cantores das gerações posteriores dentro do gênero. Neste disco - na verdade, um "catado" de faixas inéditas e lados B de compactos, reunidos pelo produtor Steve Crooper (guitarrista do Booker T & The MGs) - estão presentes canções fabulosas, como a doce "I Love You More Than Words Can Say", a vibrante "Don't Mess With Cupid" e, claro, um dos maiores e mais belos clássicos de todos os tempos, "[Sittin' On] The Dock of the Bay"). Gostou? Ouça também Complete and Unbelievable: the Otis Redding Dictionary of Soul.

6) NIGHT BEAT - Sam Cooke
Para muitos críticos, ele foi o maior cantor de soul de todos os tempos. Controvérsias e discussões à parte, é inegável que Sam Cooke, dentro do gênero, foi um pioneiro a agradar negros e brancos, além de ter sido um dos primeiros artistas a buscar formas de gerenciar sua própria carreira. Mas era nos discos que a estupenda voz de Cooke se tornava algo próximo do divino. Neste álbum, gravado em 1963, ele já formulava todas as bases e fórmulas musicais do soul, notadamente nas linhas vocais inacreditáveis que colocou em "Lost and Lookin'", cantada quase à capella, em "Mean Old World" e no tratamento suingante dado à conhecidísima "Shake, Rattle and Roll", etrenizada por Bill Haley. Gostou? Ouça também Live at the Harlem Square Club, 1963.

7) I NEVER LOVED A MAN THE WAY I LOVED YOU - Aretha Franklin
Na área feminina da soul music não tinha para ninguém: Aretha Franklin foi a maior diva do gênero. Sua voz incrivelmente potente, forjada nos templos das igrejas onde cantava na adolescência, fez dela um ícone da emancipação feminina dentro da música não apenas pelo absurdo sucesso de "Respect", mas também por colocar sua indefectível personalidade dentro de canções de outros autores, como no caso de "Drown in My Own Tears" (de Ray Charles) e duas pérolas de Sam Cooke, "Good Times" e "A Change is Gonna Come". Com um punhado de canções impecáveis e uma produção que soube trabalhar a rusticidade de Aretha frente a um microfone, este disco é não menos que sublime. Gostou? Ouça também Lady Soul

8) TELL MAMA - Etta James
Uma das poucas cantoras a dominar completamente as linguagens do soul, blues, jazz, r&b e o que mais lhe aparecesse pela frente, Etta James alcançou o sublime Olimpo do soul neste disco extraordinário, com resultados tão cativantes que chegam a causar arrepios na espinha dos mais incautos. Com uma energia acachapante, a malucaça diva manda altas doses de eletricidade na contagiante faixa-título, na linda balada "I'd Rather Go Blind" e deu um tratamento surpreendente a ótimas recriações de "Security" (Otris Redding) e "Don't Lose Your Good Thing" (Jimmy Hughes). Gostou? Ouça também Call My Name.

9) HOT BUTTERED SOUL - Isaac Hayes
Maestro, arranjador e compositor a serviço de inúmeros artistas da Stax, Isaac Hayes demorou para deslanchar em carreira-solo. Quando o fez, demoliu sem piedade alguns dos mais inabaláveis dogmas da soul music, estendendo o tempo de duração de suas composições para muito além do padrão "hits-radiofônicos-com-não-mais-do-que-quatro-minutos". Neste sensacional disco, o cara reuniu apenas quatro músicas que mais pareciam suítes de black music, mas que em nenhum momento soavam enfadonhas. Desde os doze minutos de "Walk on By" (mais tarde sampleada pelo Portishead) até os quase dezenove (!) minutos de "By the Time I Get to Phoenix", o que você é um disco não muito fácil de deglutir logo de cara, mas que se torna apaixonante à medida que sua "narrativa" é decifrada. Gostou? Ouça também Shaft.

10) CLOUD NINE - Temptations
Verdadeiros gênios das harmonias vocais, o The Temptations fez por muito tempo um r&b adocicado e inocente, que era o padrão típico da Motown nos anos 60. Mas quando resolveram injetar um pouco mais de peso instrumental ao seu som, aí sim os caras conseguiram fazer com que a soul music que desejavam fazer tomasse um corpo consistente e relevante. Este disco traz uma malemolência tão grande que muita gente o considera como um álbum funk, o que é um evidente exagero. Mesmo assim, faixas como a ótima versão de "I Heard It Through the Grapevine e pérolas como "I Need Your Lovin'", a faixa-título e "Gonna Keep on Tryin' Till I Win Your Love" levaram o gênero a um outro patamar. Gostou? Ouça também Wish It Would Rain.

11) SUPERFLY - Curtis Mayfield
Compositor de mão cheia, Curtis Mayfield teve na trilha sonora deste filme - um dos maiores exemplos da chamada blaxploitation (filmes com atores negros endereçados à platéias negras) - o ápice de sua criatividade, um retrato nu e cru daquilo que se via nas ruas das grandes cidades americanas. Cada canção é tão emblemática disso que você nem precisa assistir ao filme para captar a energia daquilo que Mayfield quis expressar, qualquer que fosse a sua natureza. As levadas são densas e hipnóticas, com a voz de Mayfield passeando por tonalidades sombrias e, ao mesmo tempo, repletas de... soul. É um disco que você talvez não entenda logo de cara, mas se tiver um pouco de paciência, vai considerá-lo como uma obra-prima. Gostou? Ouça também Curtis.

por Régis Tadeu

Minha Palavra:
Ótima indicação, um bom convite à música de estilo. Toda amor a música, toda capacidade aos compositores. Saúde e Música.

Geminiano.


Meu medo, minha polêmica,
Minha ânsia, minha azia, meu quase foi, mas ainda posso voltar...
Minha agonia, minha vontade de que, com que, e com quem.
Meu sonho, meu querer.
Minha falta de estar lá, minha ausência em estar aqui.
Minha perca, e tudo que eu poderia ter dito antes.
E tudo que eu não pude escolher
E tudo que escolheram por mim...
Meu erro,
Minha crença,
Meu espírito,
Minha alma....
Por mim, quantos são e de que vale tudo isso.
Se um dia tive preço hoje tenho meu valor...
Ninguém nasce sabendo de tudo e eu nasci quase “que” sem saber de nada,
Quem eu era, quem sou.
Quem vou ser daqui a pouco.
Quem sou eu, ou que EU você criou em sua mente.
No que tentaram me transformar...
Minha revolta, meu desgosto,
Meu ódio vazio e de graça.
Meu amor valioso, quase sempre à frente sofrendo em primeiro lugar,
Antes mesmo de me saciar.
Minha escrita torta sem ameaça alguma.
Minha fala entornada, minha interpretação agressiva.
Minha Paz egoísta que eu não quero.
Minha construção de obstáculos.
Minha constelação de gêmeos.
Meu mar de virgem.
Minha sombra de escorpião.
Minha música coletiva se encontrando com figuras que nunca vi a face,
E vice e versa.
Minha identidade perdida sem direito a segunda viva, pois não pude comparecer no poupa tempo, meu tempo não pode ser poupado... Me deixa viver da forma que me convém.
Vamos nos permitir!
Sei lá, não programe, desligue sua tela antiga ou plana e venha pra rua viver os momentos que estão ai pra serem vividos,
Não afogue em goles, não se esconda em tragos...
Minha rua, minha Lua,
E a Lua é minha.
Tudo meu, e nem mesmo sou dono de mim,
Minha vida não me pertence,
Há tempos.

...continua!

por Crônica Mendes

sábado, 30 de maio de 2009

Senhoras e Senhores, eis o DJ



Minha palavra: A arte de se expressar sem medo dos riscos. rs...



Minha palavra: Filha da Put...putz isso foi fenomenal

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ritmo e poesia nos becos da 24.


Baile Soul Brasil,
esta nostalgia aconteceu nesta sexta, das 19h às 22h em meio ao frio e aos becos da 24 de maio.
Ao som que embalava a saudade e relembrava os bons tempos da nossa música, não que estejamos em uma má fase, mas não sei se a música ainda é nossa ou se já comercializaram tudo. Eu ainda tenho a minha.
Ali não vi velhos, nem jovens, vi gerações... 60, 70, 80, 90. E as cores delas eram as mais coloridas como as luzes dos bailes daquela época.
Me encontrei, cantei e me encantei com James Brown, Isaac Hayes, Michael Jackson, Jorge Ben, até o Nelson Triunfo donçou nessa... Mas tenho uma reclamação: senti muita falta do mestre Tim Maia. Mas o baile aconteceu e todos estávamos lá. Foi loco, pessoas que saiam do trabalho, detalhe, com a pasta do “trampo” em mãos, dando uma paradinha para bailar ao som da arte de grandes músicos (Djs).
Pensei: Nossa geração está tão rápida, correndo para lugar nenhum, que pouco faz por si mesma, para se divertir de forma coletiva, bem estar, bom gosto, de forma feliz... Somos todos camaradas, sem tretas, somos todos boa gente, basta a gente querer realmente ser, e somos.
Não quero prolongar muito a minha observação sobre essa noite da última sexta do mês. Foi lindo, tá tudo registrado, não só em fotografias, mas também em coração vivo. Esse baile me fez refletir: “O Rap precisa voltar para as ruas”.

Parabéns.

por Crônica Mendes

Veja umas fotos por Nina Fideles.




terça-feira, 26 de maio de 2009

São Sadomasoquismo.


Querer morrer em meus braços é como querer tocar o Sol e falecer antes mesmo de se aproximar.
Querer-me pra si é tão profundo quanto não sei nadar.
Querer ou não querer, eis a questão?
Se não sabe, não pronuncie seu fascino. Não catives com suas palavras de desejos, algo que você não sabe como lidar durante o momento em que está pra você.
Onde está você aqui?
Onde está você agora?
Leia e descubra onde está você.
Leia, mas não procure com os olhos
...você procurou com os olhos, assim fez errado.
Leia,
E quando for descoberto, você ficará encantada (o) com tudo que irá ler.

por Crônica Mendes

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O 30° livro da vida de Crônica


Não estou indo embora, não quero agir como se estive-se. Isso não é uma despedida de amor nem de solteiro eufórico.
Não estou me sentindo velho ou desajeitado, tudo bem, um pouco desajeitado sim.
Não estou além do que eu quero no momento, mas ainda estou buscando algo que não sei ao certo quando vai chegar, mas estou me preparando para quando acontecer eu não serei pego de surpresa.
Não gosto de surpresa, não sei como me comportar diante delas, mas sempre tem umas que me deixam animado.
Mas não é disso que estou falando agora.
Agora estou dizendo que estou subindo, de cargo, não, de round, não, de degrau, não...
Estou subindo na longa e estranha caminha da vida rumo ao que se pode dizer que é um ano novo, mais em direção ao final velho conhecido...
Mas dane-se, vou desfrutar cada segundo disso.
Já se foram as estatísticas e os demais números que outrora eu temia não atingir, agora é festa, amanhã também, e depois de tudo, é tudo que eu sempre quis.
Nada foi fácil até aqui, e ainda terá novos desafios, mas eu estarei de pé, pronto pra seguir em frente.
“Ávida não é fácil e eu sei disso”. Mas não vou ficar de braços cruzados esperando cair do céu o que eu posso buscar com minhas mãos em terra.
O choro, o riso, o medo, o sonho, a falta, a ausência, quando eu quis e quando me faltou vontade, quando eu disse e quando me disseram, quando construir algo, quando contribui com algo, ontem, hoje, antes-de-ontém, o que eu não disse, o que realmente quero dizer, onde eu fui, agora, meus amigos, meus novos...
MEU AMOR, MINHA VIDA, MINHA FAMÍLIA, MINHA MÚSICA, EU...
Não importa a ordem eu quero é mais ter sempre isso tudo comigo, aqui em meu peito coletivo vivo...
Aos que faltarem, quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra vocês.
Eu estou vivo e construindo caminhos aos 30 anos de idade em progressão. Quantos dias já me foram nesses 30 anos, quantos segundos, nossa, quantos rostos eu vi e quantos me viram sem eu saber que estavam me olhando.
30 anjos me abençoam!
Que a Lua e São Jorge, guiados por Deus pai todo poderoso, possa estar sempre comigo...
Aonde quer que eu vá.
Obrigado a todos vocês, obrigado de coração, por cada segundo, por cada miligrama de ar que ocupa meus pulmões e meu cérebro, me mantendo vivo com o coração cheio de alegria e vontade de estar com cada um de vocês neste exato momento.
Sou tudo o que eu quero ser neste momento, e posso ser muito mais além, muito mais que isso, pois o novo sempre vem.
Acredite!!!
por Crônica Mendes

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Crônica, Gog e O Teatro Mágico.


Confira ae um vídeo do show da trupe O Teatro Mágico, gravado por fãs em uma apresentação no Itaú Cultural, Av: Paulista SP. Neste show tive o prazer de estar no palco junto com GOG e toda trupe do Teatro Mágico, fazendo um som juntos (Música Xanél n°5, Guerrilha G.O.G e É o crime). Confira ae, comente ae.

Missão Cartão Postal Bomba.

Era cerca de sete horas da manhã quando acordei ansioso, animado, mal dormido, mas feliz por estar acordado. Meu compromisso esta marcado pra iniciar as 10 e trinta, mais a mente em fabrica de pensamentos se enchia de frase como: Como será essa fita, nossa vou buscar e fazer a cena acontecer de primeira, vai ser lindo ser o primeiro brasileiro apreciando essa bomba nas ruas.
Momentos antes, no dia anterior, fui convocado pra missão, secreta, polêmica, totalmente sigilosa. O anuncio da pré-chegada foi feito, o consumo era inevitável, tinha que chegar na hora certa, sem atraso. A espera é grande, por conta de todos.

No dia, quarta feira. Imaginei tudo, planejei tudo, tudo ao estilo “Scorfield”, rs.

Eu e Nina, Bony e Claide. Do outro lado da linha o criador da bomba, ansioso, na sintonia. No rádio a euforia transmitida pelas ondas contamina e anima e incentiva. E eu tô na pista.
A Nina no piloto eu no mapa, ele no radio, rap nacional na sintonia, no radio... Passa asfalto, pedágio, trânsito, pessoas. Onde é, onde é.
55 minutos depois eu estava lá, este é o campo, a bomba já chegou de caminhão. Agora eu só preciso carregar o carro e enviar as presta para aquele lugar do lado de lá do mapa.

Passa o rádio e avisa que já estamos com ela.

A criança já está em nossas mãos. Nina verifica vê se a numeração está de acordo.

É isso. Saímos – Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo centro. Local marcado, pronta entrega.
“Salve, já está entregue ao transporte, chegará ae em segurança - Confia”.

A estrada me espera.
Fiquei com uma amostra,
em casa, deixa eu conferir.

Gente,
Me emocionei, sentir lagrimas percorrendo meu rosto. Logo eu olha só ó...
Uma grande celebração, um grande homem, que chora que contempla este momento, este sonho, essa glória.

Paulo Diniz... Como vou deixar você!!!
Chorei, sim chorei, sem medo, sem vergonha alguma.
Que lindo, que loco, que emocionante foi tudo isso.

Meus parabéns.
Enviei a bomba pra Brasília, e sei que vai ela vai explodir por todo país.
Cartão Postal Bomba, eu enviei para que pudesse chegar até você.

Quando recebi o email do Gog com o seguinte titulo: “Missão Cartão Postal Bomba”. Ao ler, vi que essa missão iria me colocar diante de uma grande responsabilidade com um gigante publico.
Enquanto eu estava a caminho, era o Gog o tempo todo no rádio querendo saber se já acionei a bomba, o Mandrake junto com ele, querendo saber a mesma fita, e o Dvd, e o Dvd...
Está ae, pode conferir. Meu sentimento ao assistir a obra, foi de bem estar, de plena satisfação em ver um grande amigo realizando um grande sonho.
Meus sinceros parabéns a você por dar essa cartilha bombástica ao rap nacional como um todo.
Vida!

por Crônica Mendes

terça-feira, 19 de maio de 2009

Poema de amor que eu não citei.



Vai,
Mas me encontre quando você precisar desabafar,
Não tenha medo do que eu possa dizer,
Se preferir, fico quieto...
Sou um bom ouvinte.
Não amo o que às vezes faço,
Mas faço por fraqueza.

Vai,
Mas não olhe pra traz,
Apenas me de um tchau,
Um abraço caloroso,
E olhe nos meus olhos antes de partir.

Vai,
Vou fica aqui,
Com um bom livro
E com o vazio que você deixou.

Vai,
E quando a noite vier me buscar,
Te visitarei quando amanhecer,
Por que te amo,
Hoje.

por Crônica Mendes

terça-feira, 12 de maio de 2009

Leia Renato. Ouça Legião Urbana



Minha palavra: Todos temos missões e visões neste mundo. Há tempos que descobrir isso, e quando pensei que tudo estava perdido, você me veio como um testemunho intimo e fez de mim muito mais que um grão de areia na ampulheta do mundo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Histórinha


Histórinha.

Ela estava cansada de viver assim, e pediu um doze de conhaque pra aquecer o corpo e esquecer o que sabe, sobre a bosta da vida.
Sentia-se sozinha, sempre que lhe tratavam desta maneira. Parecia que não era nada, não era ninguém. Quem gosta de se sentir assim.
E tudo que simplesmente quis, desde o inicio, era ser uma ponte entre as pessoas e o bem estar que as espera. Mas ninguém pode ser assim, diante da bosta da vida.
Seu corpo agora já não é mais tão agradável como antes, isso lhe tira as possibilidade de alguns míseros reais, sua cara preta não é a mais bela imagem que se via outrora no espelho. Se sente puta, puta com esses imundos que a trata dessa forma tão animosa.
As ruas não estão mais abrigando de forma carinhosa, o vento não sopra os cabelos de forma elegante, o banho não limpa a alma. Então chora, chora por que está cansada disso tudo, nunca quis isso, e com o choro vem a auto agressão, seus pulsos mais próximos são suas próximas vítimas. E de quem é a culpa?
Ela queria dizer eu te amo, mas lhe falta amor pra isso.
Ela queria dizer que está tudo bem, mas nem bem pode abrir a boca e já se calou.
Ela queria poder fingir, mas ela sempre tem a si mesma como carrasca.
Ela tem um corpo pouco.
Ela tem um sorriso distante.
Ela tem fome.
Seus olhos são tão tristes, que nem mesmo sei como ela ainda possui um sorriso qualquer.
Ela quis dizer bom dia, mais o dia não estava bom.
Ela tentou dizer o que sentia, mas ninguém sentiu vontade em ouvir.
Ela buscou ser melhor, mas tudo o que queriam dela ela não podia dar.
Sua vida, seus sonhos, seu intimo, sua fé, ainda que pouca.

E tudo ficou mais difícil quando ela descobriu que toda essa bosta não passa de uma descoberta mascarada do mundo moderno longe de um mar-adentro.
E ninguém quer saber como ela se sente.
Como eu me sinto.
E fingem ter pena dela, nem isso conseguem de fato sentir.
Ela buscou saber como é à noite enquanto o mundo dorme. Violentaram-na.
E ela sentiu gosto naquilo, pois um corpo que há anos não recebia um toque, pode aumenos sentir prazer e dor.
Algum tempo depois ela não estava mais sozinha, alguém saiu daquele corpo seco para viver ao seu lado. E a pena que tentaram sentir, agora seria útil, pois é uma pena não suportar a dor da chegada de um novo alguém e morrer diante do primeiro olhar do dia, e ainda é uma pena ver essa vida nova, se acaba como nesta bosta da vida porque ninguém se importou com ela. Ela estava sozinha e nenhum dos dois suportou descobri o mundo real. Então melhor foi ter sido assim.
Morreu, morreu tarde!?
Como pode, mesmo com tudo isso contra, chegar a esses dias de pé. Agora não mais.
Ela fazia o tipo bom coração, e isso foi seu mal.
Ela perdeu o controle e não teve ninguém com que pudesse contar.
Já chega, agora está consumado
Nunca teve amigos.
Nunca foi falsa.
Nunca duvidou das pessoas, mas sempre esteve ameaçada por elas.
Nunca pode dizer o que sentia, o que pensava, estava sempre sem voz, de tanto gritar por socorro.
Ela não teve medo de viver, mesmo que despercebida.
E quando a noite cai, ainda se ouve os seus dizeres em baixo tom, como se fosse maluca falando a si mesma “Eu só queria ter alguém com quem conversar. Dizer bom dia,boa tarde, boa noite, até logo”.
Morreu de desgosto, de dor que não física.
Morreu ao lado de seu novo alguém que acabará de sair de dentro de seu humilde e pequeno corpo.
Assim foi os últimos dias da vida de Sophia, 17.

por Crônica Mendes

terça-feira, 5 de maio de 2009

Povo Lindo Povo inteligente, foi lindo estar presente.


Essa gente nossa espalhada pelo mundo.
De fato não estamos sozinhos.
Ontem, mesmo com o frio vento que soprava contra a face, lá estávamos todos nós, com o coração quente e a calorosa presença da Lua como quem a testemunhar nosso encontro em plena segunda feira.
Cinema na laje, Cooperifa, Comunidade.
Ali estávamos por assistir ao documentário sobre Os Panteras Negras. Mais tarde numa mesa ora redonda ora quadrada, aos ouvidos presentes pronunciamos nossas reflexões. Os dias não mudaram muito, a luta não mudou tanto, ainda somos abatidos, mais também ainda somos poucos coletivos, organizados, comunicativos. Mas, estamos despertando, não digo tarde, digo que estarmos despertando e nos organizando. Nosso bate papo demonstrou muito disso, ai de quem for contra.
Quer saber como foi o filme, vá na próxima segunda feira no Cinema na laje, veja o novo filme que será exibido, que não é mesmo, mas ainda sim ao final pergunte sobre Os Panteras Negras, tenho certeza de que todos terão algo a lhe dizer e a lhe indicar.

Essa gente nossa espalhada pelo mundo...

Crônica Mendes.
Amante do Bom Gosto.

(veja essa e outras, no Site Oficial www.afamiliarap.com.br)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Paciência


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

Minha palavra: São São Paulo que benção és tu em tuas conquistas gloriósas e na tua humildade diante dos tropeços que em toda vida tem. Sem pressa, a vitória alcança.

Música ao redor do Mundo.


Não importa onde você esteja, sempre terá alguém que entenda o sentimento que você está cantando.

por Crônica Mendes

sábado, 2 de maio de 2009

Por onde ando, o que vejo e o que penso.

Nem tudo pode ser esquecido.
Nem tudo deve ser esquecido.
Nada deve ser esquecido.
Pelos menos eu não consigo.
Por onde ando, registro minha ida em meus pensamentos locais e distantes.
Por onde ando, sempre levo algo de bom na memória, sempre tento trazer de volta.
Eu não esqueço do que sou e do que posso ser.
Não penso sempre no que fui, mas não me esqueço disso.
Me lembro de tudo,
Desculpa,
Quase tudo.
Continuo buscando algo que ainda não visionei bem,
Mas sei que algo está a minha espera.
Só preciso acertar meus passos,
Meus passos.

Por onde ando, o que vejo e o que penso.

por Crônica Mendes