terça-feira, 30 de junho de 2009

A Nelson MaKa


A Nelson MaKa.

Irmão, o campo nosso é esse,
esse a qual estamos caindo uns e levantando outros,
mas é chegada a hora de ausentar a queda.
Separados somos alvos fáceis
e se a luta é a mesma
então somos uma,
uma legião em campos dos pensamentos libertários,
da arte como música despertando o subconsciente adormecido pelas canções de ninar capitalista.
O campo dessa batalha é nossa terra,
e nossa gente não há de ficar somente vitimadas.
Temos que debater sim, tem de acirrar o diálogo na questão da educação, da violência, dentre outras tantas deselegâncias que somos vítimas.
Estou ai pro diálogo,
pra ações...
No aprendizado nosso de cada dia e na disposição da noite.

Admiro tua escrita e tua pessoa, vinda a mim pelo Gog e pelo pouco tempo aproveitado por mim em te observar,
mas como bom observador, minha admiração por você é direta,
ou melhor, é esquerda,
esquerda do coração.
Gog, é nosso, nosso em coletivo...
um ótimo amigo e um grande falante ao som do despertar de minha mente.
Cada palavra tua, Maka, tens minha reciprocidade.

Forte abraço meu amigo.

por Crônica Mendes
Texto retirado de meu acervo - Essa Gente Nossa espalhada pelo Mundo.

Confira o Blog Gramática da Ira

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Por que faço ou por quem faço?


Por que faço ou por quem faço?

Faço rap, não por faltar opção.
Ou pela ausência do acesso a cultura
Faço rap por que sei como faze-lo.
Não sou coitado, ou coitadinho...
Eu tenho meu valor,
E isso não tem preço.
Faço rap não por que sou rebelde,
Ou rebelde não sou,
Faço rap por que gosto,
Por que me sinto bem...
E tenho muito a dizer,
E meus dizeres, assim como minha vida e a tua,
Serão musicalisados e musicalisadas serão.
Por mim,
E por outros tantos.
A vida não imita a arte ou vice e versa...
A vida é a arte em sim,
E essa arte nossa, nosso rap, é acima do que dizerem,
É uma vida,
Ou melhor dizendo,
O rap são milhares de vidas.
Mas a vida daqui,
Não é muito diferente da de lá.
Lá, onde tudo acontece.
Aqui, onde tudo reflete.
Mesmo com as narrações indignadas.
Não sou mais um negrinho que entrou para o rap,
Por que não teve pai e passou o tempo maior da infância na rua,
Entre as drogas na porta da escola, e as esquinas nossas de-cada-noite.
Faço rap,
Já disse p...
Faço rap por que sei como faze-lo.
Por que faço ou por quem faço?
Faço rap não por causa dos palavrões explícitos.
Minhas palavras são grandes sim,
Mas cabem perfeitamente no tempo,
Compasso em ímpar ou par.
Vamos fazer um rap?
Faço rap por tantos outros motivos,
Mas sinceramente,
Faço rap por que sinto amor.

por Crônica Mendes

sábado, 27 de junho de 2009

Canção da Terra


Canção da Terra

Uns falam de um rei que fez o mundo chorar,
De emoção,
E hoje de tristeza.
Outros falam de um rei que evolucionou a música mundial,
E hoje a música e o mundo se encantam com suas criações.

Um rei sem rainha?

Não, nada disso.
Ele era, e é de fato, um rei de outro mundo.
E sua rainha, a Música.
Eu não lembro de você como todos estão dizendo,
Sua estrela brilha e quando explodiu criou constelações infinitas...

Não lembro de você como um astro, pop.
És sim, o inigualável.

Tentaram me cooptar,
Impor que sua imagem seria fraca diante da sua busca por ter volta o tempo perdido.
Pequeno Michael.
Queriam que te visse como um traidor,
Seu sangue, seu ritmo, sua alma, por fim, sua pele... Nada disso define seu caráter, sua obra, seu ser.

Se somos contra o preconceito, então porque somos preconceituosos?

Não guardo só os seus passos, seus giros, sua luva, seus discos, seu moon walk, suas performances em alfa e Omega.
Levo em mente e coração, um rei preocupado, não só com o ritmo, mas também com o modo que as pessoas tratam o próximo, sendo este humano ou não.
Preocupado com a música, música que faz refletir, conscientizar, assumir ações e reações.

Um rei preocupado, que viveu e vive.
Se você não conhece esse rei,
Veja-o como eu vejo.

por Crônica Mendes

Canção da Terra.


Eles Não se Importam com a Gente.



Nós Somos o Mundo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Poema da última Hora


Poema da última Hora

Por que você chora,
Por que você faz isso escondido...
Por que você sonha e acorda.
Por que você não é você sempre.
Por que tudo está do lado mais verde da cerca.
Por que você não está lá?
Por onde você anda
Com quem.
E quando anoitece o que você faz?
Qual seu livro favorito,
Me diga qual sua fonte de inspiração.
Não, não quero saber de sua novela e seu ator ou atriz de cabeceira.
De onde você veio,
Qual foi sua ilusão da vinda pra cá.
Onde sua alma passeia?
Quem somos...
Quanto tempo temos?
Quantos segundos ainda temos pra dizer,
Eu te amo.
e pra responder
Eu também.

por Crônica Mendes

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Poucas palavras, muito sentimento.


Poucas palavras, muito sentimento.

Foi lindo estar ali.
Mágico sem mágica alguma... Tudo real acontecendo bem diante dos meus olhos,
E de olhos bem abertos fique surpreso e feliz de verdade.
Talento, maturidade, interpretação, criatividade, ousadia, sapiência, educação, postura, dedicação,
Força de vontade...
Revolução,
Á mudança de comportamento.
Escolho essas palavras para direcionar meus sentimentos vivos a flor da pele, ao 2° Casa Rap Festival.
Foi muito lindo, jovens em sintonia, separados por “unidades”, mas ali estavam todos em um só ideal. Escutem, sociedade, escutem-nos (Ter Direito a Vida, ter direito igual...)
Me emocionei em ver os jovens cantando para sua famílias, cantando rap, essa música nossa que outrora era horrorizada pela nossas próprias famílias. Mas nesta noite de quarta feira em pleno auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina, todas as famílias deles estavam lá, era de se ver a felicidade dos pais, irmãos, amigos, minha.
A força da expressão, a linguagem do rap, a linguagem jovem, popular. Não poderia ter sido de outra forma. Ninguém perdeu, ou melhor, perdeu quem não foi.
A vibração dos familiares cada vez que um novo grupo adentrava ao palco, a torcida era de corpo e alma. Eu, como jurado tinha de me conter, mas como publico, eu estava com todos eles.
Uma frase me chamou atenção:
"Não me julgue antes de me ouvir"
Pense!!!
Parabéns,
E daqui pra frente agora...
O Tempo não para...

Vencer é a dádiva da luta e da busca por merecer.

por Crônica Mendes

Fotos Nina Fideles







Foto Willians Costa


Foto Willians Costa




Eu e o Sarau


Eu recitando o Poema do Cárcere (O Réu)


Meu amigo Jairo, Eu e Toni C

terça-feira, 16 de junho de 2009

Odeio heroína e heróis



Odeio heroína e heróis.

Não assistimos, por que a vida real não esta nas telas.
Mas infelizmente seguimos presenciando os corpos nossos de cada dia,
caírem por terra, tombarem em cada esquina, praça, sela, becos e vielas.
Doe, indigna, assusta...
Temos tantos heróis e nenhum é nosso de fato,
Mas quem precisa de herói em um mundo tão real,
Onde a barbárie aniquila e ainda anuncia que vai ser o próximo.
Sou puto e fico mais puto ainda com os discursos em palcos e ausência de prática,
Estão usando a favela, estão usando nossa juventude.
E o pior é que são daqui.
Quem é o inimigo?
Quem é você?

A cor ainda rege quem nasce e marca quem deve morrer,
Antes mesmo do tempo.
Quem são esses que se auto-denominam portadores da voz daqueles que não tem voz,
Quem são esses?
Quem foi que disse quem não temos voz,
Meu mundo é meu,
Ninguém é meu dono.
Estamos gritando nas ruas, estamos morrendo nas ruas, estamos nos matando e seguimos dizendo que somos favela até o fim,
E o fim pra muitos está vindo cedo.
Já passou da hora de acordarmos,
Não precisamos de heróis, tampouco de heroína,
Precisamos de nós mesmo,
Coletivizando nossa luta.
Cabeça erguida sempre!
Acredite.

por Crônica Mendes.

Inspirado nos textos Negrocídio de Maca, Meu luto é minha luta de Ana Clara e no texto escrito por Gog à Ana Clara. Confiram todos estes, no blog de Sérgio Vaz: www.colecionadordepedras.blogspot.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Coisas que não gosto



Coisas que não gosto.

Não gosto de relógios,
odeio saber que tem alguma coisa marcando meu tempo.
Não gosto de surpresas,
eu não sei como me comportar diante delas.
Odeio computadores,
eles não tem sentimentos.
Não gosto de espelho,
ele duplica tudo ao meu redor...
Não gosto da televisão,
ela tem trazido coisas ruins pra dentro de casa.
Odeio fazer amigos,
Prefiro encontra-los feitos.
Não gosto de dormir,
tenho medo de sonhar demais e não querer acordar.
Odeio despedidas,
nunca sei o que dizer
Não gosto do profissionalismo,
prefiro a emoção.
Não admiro correntes,
elas pesaram demais no meu passado.
Não gosto quando gasto,
eu preciso saber o gosto.
Não gosto dos seus,
prefiro bem mais os meus.
Defeitos.
Não gosto de dizer adeus
Prefiro guardar segredo.
Eu não...

por Crônica Mendes

Sarau Cooperifa e Eu



Sarau Cooperifa e eu

Depois de uma hora e meia no transito caótico de São Paulo, cheguei.
Ontén, sim, ontem, o espírito quer dizer que foi hoje, mas afinal já são 02:37 da madrugada, (inicio desta escrita) então.. Ontem.
Estive no Sarau da Cooperifa, que acontece toda quarta feira, com ou sem jogo da seleção, com e com a novela.
Tive o prazer de citar um de meus poemas escondidos, um novo chamado Poema do Cárcere (O Réu), não era uma música ou algo assim, de fato, é um poema de cárcere. Gostei em saber que gostaram, pois bem, era um poema e tive o prazer de recitá-lo ali, entre poetas e rapistas, em fim, “povo lindo povo inteligente”. Mas antes de falar sobre meu poema, quero dizer que fiquei muito feliz e honrado, em saber que estão lendo meu Blog, rs... muito bom isso. Obrigado Lid´s, essa é A Estrada da vida que temos que seguir adiante, nessa imensa FavelÁfrica Brasil.

Bom, meu poema era simples, mas não simplório, e acredito que reflexível. Já que declamei em plena quarta feira, e foi maravilhoso isso, me sinto não digno de guardá-lo somente a mim, vou multiplicar, socializar cada palavra dele com vocês.
Leia, sinta, PENSE.

Poema do Cárcere (O réu)

A minha vida simplesmente desperdicei
Não dei valor, não...
Talvez.
Se eu estivesse escutado a minha família
Não era neste lugar que eu estaria.
Aqui eu sou ninguém,
Mas talvez alguém se lembre de mim.
Vamos ver quando eu sair.

Se eu tiver sorte,
Alguém vem me buscar.
Na pior das hipóteses,
Ah, deixa pra lá.

Fui insano, cair no desespero.
Mas isso não justifica os meus erros
Em meus sonhos recordo toda a cena
Cinematográfica,
Escala de cinema.

Me pareceu armação, que esquisito...
Estava todo mundo lá,
Mas ninguém estava comigo.
Me assustei, em “choque”
Confesso.
Mas aquele assalto parecia que daria certo.
Porém,
Não saiu como planejei,
Fui atingido, e quando eu acordei.
Eu estava algemado numa jaula com um capitão do mato dando risada da minha cara.

Cheio de ódio sem entender nada,
Na mente somente, cair numa cilada.
Me jogaram num X, sem ninguém
Sem ninguém pra me visitar ou perguntar se estou bem.
Esquecido até pelo governo.
Me intoxicando, comendo “rango” azedo.

Foi assim nos 2 primeiros anos,
Meu corpo emagreceu se adaptando.
Os pensamentos bons foram poucos,
Mas graças a eles eu não fiquei louco.
Transformei meu tempo em terapia,
Lendo uns livros e uns capítulos da Bíblia.

Lê a história de Che,
Me deixou mais forte.
Li Fidel,
Pátria ou Muerte.

Recuperar o tempo perdido é difícil,
Mas, a minha cabeça não para de pensar nisso.
Um sensação estranha, me sinto mais ou menos
Nossa, não estou nem me reconhecendo.
Preciso me equilibra, na loucura.
Não se desesperar, manter minha postura.
O minutos vem e vão,
Eu tento dormi pra fugir da depressão.
Já se foram 3 anos e ainda penso...
“Como vai ser seu sair, fico tenso”
Será meu Deus, que alguém vem me buscar?
Ou me mataram depois que vim pra cá.

“Eu parei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo...”
...

Todas as noites em minhas orações,
Sempre pedia paciência sem ambições
Sempre pedia pra viver mais um dia.
E não morrer com pneumonia.
Eu vejo os dias passando um a um
Tudo tão igual
Tão comum.

Sair para ver o sol, era um espetáculo,
Mas a lua traz saudades do passado.
Da rua e dos amigos...
Tento evitar a tristeza, mas não consigo.
Era eu na solidão de novo, se arrependimento mata-se,
Eu estava morto.
Meu peito pouco a pouco se contrai,
Eu tento gritar,
Mas não sai.
Lágrimas escorrem no rosto de um homem
De dentro das muralhas de concreto, sem nome.
Aqui, varias estórias,
Tanta vidas.
Cada palavra, uma ferida.
Eu tenho, uns livros,
Tenho fé...
Aqui, eu sou um numero,
Ou um qualquer.
Talvez meu coração aguenta mais dois anos,
Ou morra essa noite SONHANDO.

... Continua

por Crônica Mendes (03:07)
Aos místicos, a soma destes números reflete uma boa energia. Uma boa referencia.
Ah, depois vocês veêm as fotos no Blog do Sérgio Vaz: www.colecionadordepedras.blogspot.com

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sagrado Coração...


Sagrado Coração

Sei que tenho um coração
Mas é difícil de explicar
De falar de bondade e gratidão
E estas coisas que ninguém gosta de falar

Falam de algum lugar
Mas onde é que está ?
Onde há virtude e inteligência
E as pessoas são sensíveis
E que a luz no coração
é o que pode me salvar
Mas não acredito nisso
Tento mas é só de vez em quando

Onde está este lugar?
Onde está essa luz ?
Se o que vejo é tão triste
E o que fazemos tão errado ?

E me disseram!
Este lugar pode estar sempre ao seu lado
E a alegria dentro de você
Porque sua vida é luz

E quando vi seus olhos
E a alegria no seu corpo
E o sorriso nos seus lábios
Eu quase acreditei
Mas é tão difícil

Por isso lhe peço por favor
Pense em mim, ore por mim
E me diga:
- Este lugar distante está dentro de você
E me diga que nossa vida é luz
Me fale do sagrado coração
Porque eu preciso de ajuda

Minha Palavra:
Dizer o que de mim, tomo suas palavras como minhas e em verdade lhe digo: "Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais".

Urbana Legio Omnia Vincit



A Legião Urbana finalmente terá um site oficial e esta é a versão "beta". Queremos que este espaço seja feito principalmente pelos nossos fãs, com conteúdos colaborativos e bastante interação.

A história da Legião será contada por vocês, para vocês e nas formas que vocês escolherem. Em breve, o site definitivo estará no ar, com muitas das sugestões que nos forem enviadas.

Acesse www.legiaourbana.com.br e saiba como você pode participar do site.

domingo, 7 de junho de 2009

Clericó


Clericó.

Oi.
Te amo
Mesmo estando longe.
Ainda que você não esteja aqui do meu lado,
Te tenho aqui, dentro do peito.
Já sinto saudade e só se foi um dia,
faltam 9, ou sei sei lá.
Mas me sinto feliz...
Sei da sua felicidade em estar descobrindo o que esta ai.
Como criança num play graund
Você em Buenos Aires.
Posso te ver pelas ruas,
encantada, deslumbrando cada paisagem.
Posso ver teus olhos brilhando
E sentir o sabor do café quente que você toma em cada manhã.
Aquece, acalma, lembra...
Ah!!!
Penso em você
Posso imagina-la com a neve,
O ar, o suave vento que romantiza num leve toque em seus cabelos,
ondulados, castanho...
Sinto sua felicidade,
Sinto sua falta
Sinto sua imensa energia fluindo ao horizonte azul e branco de Sol amarelo.
Assim,
espero você aqui
na cidade cinza
A espera de você colorir

por Crônica Mendes





Carl Douglas



Minha Palavra: Eu estava a um bom tempo procurando por essa música, lembro que a ouvir pela primeira vez no filme Cidade de Deus, mas parecia que era como se a música fizesse parte da minha vida há tempos, sabe como é isso ná, pois bem, foi bem assim comigo. Ai começou a busca, eu só tinha o coral do inicio do como referência, e isso não ajudou muito a perguntar para os outros: "Olha tu sabe qual é a aquela música do Cidade de Deus que tem aquela parte que é tipo assim: Oh ho ho hou..." Rs... Até que uma pessoa daHora, daquelas que você conversa só pelo MSN mas parece que você conhece pessoalmente desde jovem. Pois é, gente boa, Aline, obrigado mulher, me enviou o nome e a música por completa e quem passou pra ela foi o Dj PH de Alagoas, Vichsss... É a internet a favor da comunicação musical. Isso mesmo Arigato Carl Douglas.

sábado, 6 de junho de 2009

Mensagem Subliminar (Continuação)


Mensagem Subliminar (Continuação)

Sou cheia de indagações e levaria um vida para alguém me entender ou explicar o que não sei.
Se levaria uma vida pra entender, então levaria uma morte pra tentar explicar.
O que penso de você,
só eu sei como explicar e entender.
Os outros, há, esse vão viver sem ter o gosto de mim.
Mas o gosto a qual me refiro é de gostar, de ser verdade, não de salivar.
Salivar sozinha pode, isso não podes impedir
Sua mente cria o que você acha que sou, dai nasce os frutos da ilusão arriscada

é...o adormecer da razão gera monstros...

Pelo menos na esfinge rolava o lance decifra-me ou devoro-te.
Isso me inspira e pra saciar ainda mais, seria uma honra eu te inspirar em algo, mesmo que seja em um texto.
Será que tu és só fruto da minha imaginação.
Sou seu amigo oculto ou imaginário.
Qual será?
Vou te perseguir, psico total. Aí eu te decifro e tu me devora...
Não, não funciona assim,
você ainda não confia em mim, por isso ainda não me vê. Se você não confia, você nunca vai saber se sou real.
Todas as pontes que ligam a mim, serão cortadas. Mas falo só de mim, não dos outros, então seja assim conosco também.
Ou então, deixe eles voarem nos mares se alagando entre ilusões despesas e peças entrelaçadas ao ego fútil e desnecessário.
Eu não tenho, não tenho nada, sou vazio por eles.
É o melhor, apesar que o instinto do ser humano é querer que o outro se ferre
Eu não tenho, não tenho nada, sou vazio por eles.
“Acho” que cada um busca seu próprio mal.
personas não gratas, desgastadas por si só até o seu descarte.
Só conhecer não basta, é preciso entender...
Boa noite meu amigo imaginário.

por Crônica Mendes

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Montanha mágica



A Montanha mágica

O tempo que mata é o mesmo que aperfeiçoa,
Mas estamos todos morrendo, e isso não é nada perfeito.
Não é isso que você dizia alguns dias atrás
E agora onde está você?

Tudo era confortável e seu bem estar você trocou por drogas,
E sua vida agora é uma droga absurda, insuportável que te queima.
Você tem o relógio como inimigo e a si mesmo como carrasco.
E só te sobre uma dose do mal que te consome.

Você pensa em si matar, mas o tempo não deixa.
Você pensa em chorar, mas está seco.
Então tens agulhas e latas como melhores amigos
E os amigos que te apresentaram não estão mais contigo.

Pra onde você vai agora
O que você é não é o que você sonhou quando criança.
Seu corpo, seu sangue, seu pus, é tudo que lhe restou.
A aventura se tornou desventura
O sonho não sonhou com você em tempo nenhum.
Você foi deixado pra traz por causa do seu mal.

Agora pensa em amor, mas lhe falta amor próprio.
Há tempos não ouve eu te amo,
Não ouve nada, está tudo em silêncio agora...
Mas não diz nem mesmo adentro

Acabou?

Não pode ser, ainda não era hora
Os ponteiros estão lentos mas a vida escorre rápido.
Pra muitos é fácil descartar pessoas assim,
Esgotadas, sem rumo...
Uma convulsão tem preenche agora,
Esta sozinho.
Se debate até reencontrar a cor do seu sangue vermelho,
Em água e ferida na cabeça.
Sem debater sobre a vida, debateu-se até o último ar esvaziar seu peito juvenil.
Não está mais sozinho, não está mais.

Muitos agora notam sua ausência,
Muitos que tampouco fazem a diferença.
Longe das calçadas, longe dos pedidos tímidos de ajuda,
Não perturba mais ninguém...
E agora sente sua falta
Boa noite Paulo
Sobre ti, edificarei meu texto em livro.

por Crônica Mendes

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cine Cooperifa


Cine Cooperifa - (Documentário Corporation)

Ontem fez frio, muito frio.
Agora imagina enfrentar este frio em cima de uma laje sob a luz da lua e o refrescar dos ventos uivando contra a face a face.
Pois bem, ainda sim, eu estava lá.
La na laje, Cine Cooperifa, eu e mais um tanto de gente, com olhos lagrimejados não pela cena vista, mas pela invasão do vento na retina.
Por fim, que loco foi o documentário "Corporation".
Putzzz...
Fiquei pensando:
Será que somos consumidores ou somos consumidos?
Será que somos engajados ou somos produtos testados?

É tão loco, que chega a ser vergonhoso, sim, digo isso porque fazemos parte dessa corporação, direta ou indiretamente. E ainda sim, batemos no peito, escolhemos um alvo e descarregamos o verbo contra este, depois criamos um novo alvo e assim por diante. Estamos no meio de um jogo e estamos jogando errado, jogando o jogo errado.
Isso não é Pin Pong, as coisa não ficam pulando, sendo rebatidas de um lado para o outro, as coisa estão concentradas de um lado só da mesa. E não é o nosso.

Agimos de forma arrogante, acreditando que assim estamos fazendo nossa parte, mas na verdade estamos fazendo é o "eles" querem, eles quem? o Sistema meu filho, esse é o dono do jogo.

Foi tanto conteúdo que me deu uma overdose na consciência.
Como fazer para popularizar tudo isso, como fazer para despertar uma sociedade que dorme sonhando em ser feliz na Disney e toma Coca Cola quando acorda no café da manhã do MC Donawld´s.
Claro que o Mc Donawld "ama muito tudo isso" e o pior é ver sua esmola sendo tratada como caridade. Isso é pelo social ou para aliviar o sentimento de CULPA. Hum?

Estamos sendo usados e não estamos usando nada contra isso.
“Somos todos culpados da merda que vivemos hoje”.
Isso já é um começo, já é alguma coisa, mas seja sincero consigo mesmo. Daí em diante é buscar mudar seus hábitos e se adaptar melhor ao mundo globalizado de forma que ele não afete seu valor e não corrompa sua essência. “Endurecer sim, perder a ternura jamais”.
Vivemos em um mundo capitalista, mas não precisamos nos render a isso. Não precisamos ser consumistas em moda, em excesso, e vaidade banal. O necessário basta.

A tentativa de ser feliz sempre vai esbarrar em sua ética e sua essência, então não tente ser feliz. Seja.
Pois tentar ir tentando, sempre cairemos em tentações.
ops, cairemos em corporações.

por Crônica Mendes

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Estrada.



A Estrada.

O medo nasce de sonhos adormecidos,
E quando os sonhos acordam
Dão medo.
Medo do que está por vir, ou do que um dia foi.
O dia,
Um dia nunca basta, sempre tem outro por vir.
O outro,
Outro que nem sempre lhe fará bem,
O bem,
Mas também quem nunca se sentiu mal com alguém.
Alguém que te fez ser o que não queria,
Ou dizer o que não queria.
E o que você quis,
E agora o que você me diz?
Quem liga pra isso.
O mal,
Talvez um estado de espírito,
Ou um descontrole interno.
Internamente, quem não mente pra si,
Talvez não minta pra mente alguma.
E quando está longe, numa viagem interna,
Um som qualquer pode te trazer de volta a cena
Em cena,
encenando sem ensaio durante a semana, aquela mesma cena.
repentina, corriqueira...
Insatisfeita, melancólica.
A cena que não dá dinheiro vivo a ninguém.
Cena triste, cena mal escrita, inaceitável,
Por quem é da família
Família,
Um encontro de amigos em gerações distintas e conflitantes.
Sempre tem um “não é mais como antigamente”
E antigamente não era mesmo assim.
O medo de não ser atual,
Atualmente atua em tua mente.
E os opostos seguem se distraindo e destruindo, traindo, caindo
Vindo.
E o dispostos segue atraindo, se contraindo, divertindo...
Se permitindo,
Indo...
Eu sigo.

por Crônica Mendes (inspirado pelo texto Solidão de autoria Sérgio Vaz)

Descubra as 20.


Brasileiramente – Belchior
Contato imediato – Arnaldo Antunes
Onde estão os meus passos – Barrerito
Vento no Litoral – Legião Urbana
Comportamento Geral - Gonzaguinha
O Sal dá Terra – Beto Guedes
Quem da mais – Antonio Marcos
Olho mágico – Gilberto Gil
Pena – O Teatro Mágico
Espelho – João Nogueira
Eles estão surdos – Chico Science
Brincar de viver – Maria Bethania
Estradas do Horizonte – Kamapheu
Paciência – Lenine
Sentimental – Los Hermanos
Gentileza – Marisa Monte
O Homem – Raul Seixas
Universo em teu corpo - Taiguara
Leva – Tim Maia
Ana – Cassiano
Devolva-me – Adriana Calcanhoto
Perfeição – Legião Urbana
Milho aos pombos – Zé Geraldo

por Crônica Mendes
atendendo o pedido de Tiago (Orkut)