quarta-feira, 29 de julho de 2009
Essa você não assistiu lá
A música que não foi ao ar no programa Manos e Minas. É o grupo A Família, que sampleou Pato FU, Cold Play, e escreveu uma canção para amenizar o sofrimento da realidade. O Manos e Minas é um programa da TV Cultura. Mais informações, outros vídeos, notícias fotos e curiosidades em www.afamiliarap.com.br
quinta-feira, 23 de julho de 2009
2 Ouvidos

2 Ouvidos
Deus nos botou dois ouvidos pelo seguinte:
Quando a emoção é grande que a gente ouve,
ouço com os dois ouvidos.
Quando ela não é muito grande,
entra por um ouvido e sai pelo outro.
Essa é que é a forma natural da gente ser sincero
em favor da arte universal.
Extraídas do disco Jardim de Cactos (Dado Villa Lobos)
Egoísta
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cidade Cinza

Cidade Cinza.
No calendário marco um X
E passam os dias
Me sinto tão estranho
Ontem virei mais uma página
Será o fim da nossa história
Ou apenas mais um capítulo
O que aconteceu
Ainda não quero falar sobre isso
Às 4 horas vejo a mesma cena
Que deveria ter não existido
Porque ontem tudo me pareceu tão chato
Eu vivo em São Paulo, na cidade cinza
Coração quebrado
O maior índice por metro quadrado
Trânsito caótico
Cidade Hard Core
Coração de pedra
Todo mundo merece uma chance
Viva na cidade cinza
Viva na cidade cinza
Às 4 horas vejo a mesma cena
Que poderia ter não existido
Porque ontem tudo me pareceu tão chato
Entrei no carro e saí em disparada
Desesperada era a face que amava
Porque ontem tudo me pareceu tão chato.
extraida do cd Cidade Cinza, CPM22
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O Nascimento
Nasci perseguido pela pressa e estancado pelo choro.Quando meus olhos ganharam o mundo,
logo o mundo se fez de silabas e cores que me faziam rir.
Com o passar dos dias fui me sentindo em casa, mesmo estando estranhamente cercado de figuras e figurinhas, que se destacavam ao longo dos anos.
Sempre imaginei as maravilhas dessas figuras e figurinhas, como se fossem um almanaque de aventuras. Mas como o é preciso seguir em frente, tudo foi se esclarecendo em preto e branco.
Nada de colorido, nada de maravilha, nada de almanaque. Figuras e figurinhas caindo, pura vida real.
Mas eu preciso crescer, criança não vive apenas sonha.
Então, que cresçam logo as crianças.
Conhecer o mundo, descobrir o Brasil...
E agora, o que é que eu sou?
Quando criança a gente sempre fantasia o futuro...
Carros que voam, cura de doenças...
Quando adulto, conhecemos o futuro...
Guerras, novas doenças, e um futuro novo criado ainda mais longe.
Mas crescer em meio a tantos futuros, acaba se tornando um presente amargo.
Diante disso, deixo o passado lapidar o Hoje, para que amanhã eu possa continuar sonhando.
Me sinto em contradição neste exato momento, e me permito sonhar como homem, ainda que a criança em mim não morra diante de minha velhice.
Nasci perseguido,
Cresci mirabolando a vida.
Vivo sonhando no apetite de lutas entre os dias
Hoje, já sendo alguém, continuo sendo perseguido por causa de minha fala verborrágica. E quando percebo o tempo que passou, me vejo á perguntar:
Quanto tempo temos?
Feto perseguido, amargo sentido por cordão umbilical, toda droga da realidade que entristecia minha mãe. Isso me causava pressa.
O vômito não era meu nojo, era o caos.
O enjôo, não era minha culpa, era resultado da atmosfera e decomposição.
Será que já nasci, ou continuo no útero brincado de ser grande?
Será que somos nação, ou continuamos brincando de ser soldados?
Tenho janeiros e janeiros, dezembros e dezembros, mas não tenho as chaves dessas portas que todos falam que devem se abrir.
Seguindo,
assim eu fui seguindo...
Viver o sabor da infância, sobreviver as frustrações da juventude e amadurecer com o tempo, sem deixa-lo apodrecer minha memória e meu coração.
Seguindo,
assim eu vou seguindo...
Ser grande, nem sempre é ser humano, mas que cresçam logo as crianças, mas não cresçam antes do tempo.
por Crônica Mendes.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Caminhando.

Caminhando.
O homem caminhando,
vindo do deserto que virou cidade.
Desbravando a cidade prestes a virar deserto.
Em meio ao cinza da selva sólida sem vida, rasgando o céu.
Onde os sentimentos são perfurados por vergalhões três oitavos,
ora por fragmentos de chumbo 38 e outros.
O homem com a palavra.
A palavra livre que aponta em ponta lápis,
talvez o que seria a saída ou sua preferida válvula de escape.
O homem da fala por muitos...
...E a Bíblia tinha razão...
Escrever a história, cantando poesia.
Ensinar sem saber de tudo...
Chorar, Suportar,
Vencer, Superar.
Seguir em frente com as cicatrizes de sempre,
por que o novo sempre vem,
e é preciso se fazer presente.
Vivo a tantos janeiros.
menino há tantos dezembros.
Ninguém suporta carregar a dor da cruz dos outros
E mesmo que não haja cruz alguma,
ninguém suporta
e quem si importa?
O homem,
a vogal entre as duas consoantes.
O equilíbrio quem nem sempre emocional
O equilíbrio em reconhecer o mundo a sua volta,
e suas constantes mudanças e infinitas diferenças.
Um homem e suas lutas,
suas palavras e sua busca.
O homem caminhando,
construindo pontes,
Ao longe,
Boa noite.
Amanhã começa tudo de novo,
pois é preciso continuar caminhando.
por Crônica Mendes
viste o site Gog Rap Nacional
"A Família" na TV Cultura

"A Família" na TV Cultura
Era uma manhã de segunda-feira quando o grupo “A Família” chegou ao Teatro Franco Zampari para a gravação do programa Manos e Minas, apresentado pelo rapper Thaide na TV Cultura.
Com o repertório reunindo sucessos do primeiro e do segundo disco, em cada bloco do programa, entrava em cena uma belíssima sintonia entre o grupo e o público.
O programa será exibido neste sábado, 18 de julho, às 19h, com reprise a partir da 01h30 do domingo. Não perca!
Fique na sintonia! Assista e depois envie sua opinião sobre o programa por meio do nosso email: contato@afamiliarap.com.br.
Sua participação é essencial.
Obrigado.
“A Família”
Acompanhe mais notícias no Site Ofícial - www.afamiliarap.com.br
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Tome música

Tome música
Na verdade, não existe uma forma ou fórmula de como fazer, compor uma boa música.
Toda música não precisa ser forçadamente nem forçar a mente. A música, ela deve nascer livre e ser pronunciada e interpretada livre.
É como eu digo:
Música livre para transmitir liberdade.
Todo conjunto que compõe uma música deve ser natural, simples e ter sentimentos bons. Já chega de negatividade, o rap não há de ser pra sempre o garoto mal do universo da música. Ele precisa ser música
É preciso compor canções de redenção.
PODE CRER
A música é um conjunto entre sentimento, dom, simplicidade, verdade, possibilidades e bênção. Tudo isso, infinitamente.
ENTENDO
Acompanhada por uma melodia sincera e uma interpretação sentida.
Não existe música ruim, existe música e não/música.
Tome música.
Não adoce...
Música: Faça Por Amor
Grupo/artista: A Família
Álbum: Mais Romântico
Música: Redemtion Song
Grupo/artista: Bob Marley
Álbum: Legend
Música: Perfeição
Grupo/artista: Legião Urbana
Álbum: o descobrimento do brasil.
por Crônica Mendes
Esse meu canto que não presta

Esse meu canto que não presta
Saudações aos que aqui passeiam seus olhos e suas mentes em corações literários.
Minha admiração, minha escrita, ora perturbada, ora emocionalmente livre, vem se manifestar a essa bela arte chamada música, a música de Raul...
Toca Raul, escreva Raul, leia Raul, ouça Raul...
Já dizia esse louco: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". E tudo que não sou é normal acima de tudo.
Esse caminho que eu mesmo escolhi, onde cada curva é uma palavra que me vem ao peito, como um tiro ao alvo, como um punhal empunhado por minhas próprias mãos. Isso pode soar como suicido, auto flagelo, mas no momento em que eu ia partir, resolvi voltar e começar tudo de novo.
Dane-se o que Daniel vai dizer.
Foda-se o que Olga ira pensar.
Eu quero mais é tocar fogo nessa Roma desumana, e ver as chamas subindo ao céu sob a luz do luar. Luar que é meu nome ao avesso.
Isso é quase tudo o que eu sou.
Isso é o que me faz a cabeça, Baby, entenda.
Me deixa ser só por um instante o que você precisa, me deixa desbravar tua alma e provar do teu néctar.
Vomite em mim sua declaração de amor favorita, e eu gritarei o dia inteiro, pelos cinco mil auto falantes, que você é meu máximo denominador comum.
Quero dizer mais do que palavras ao vento, pois tem dias que agente se sente um pouco, talvez, menos gente. Um dia daqueles sem graça, com chuva caindo na vidraça, sem ninguém ao lado...
Que luz é essa?
Que luz é essa que vem vindo lá do céu?
Que luz é essa minha gente?
Não sei ao certo ou sem erro.
O que sei, meu amigo Pedro,
Sei que cada um de nós é um universo, em constante mudança,
mas eu não posso ficar aqui,
Eu tenho um montão de coisas grandes pra conquistar,
eu não posso ficar aqui, parado...
E você segue tão calada, e eu sigo com medo de falar, agora já não sei se é hora de partir ou de chegar.Tudo já passou, e eu ainda preciso pegar esse trem
Antes de ir, lhes digo:
Todos os caminhos são iguais, o que leva a glória ou a perdição. Há tantos caminhos e tantas portas, mas somente um tem coração. Lembrem-se, Deus não é tão mal assim, pois tudo acaba onde tudo começou.
Tente outra vez.
por Crônica Mendes
quinta-feira, 9 de julho de 2009
12°

12ª
Eu quando penso,
Viajo...
Mas,
Não vou muito longe
Estou sempre por perto
Quando o dia vai embora
Estou deserto.
Gosto de ver o sol ir
Gosto de ver a lua chegar
Abusado, admiro muito mais o brilho noturno
Do que o clarão do dia.
E nós somos o que somos
Eu e você, talvez nem saibamos o que de fato vamos encontrar pela frente
Mas temos que seguir adiante.
Assim como o rio corre em direção as águas do mar
Eu corro pelas ruas noturnas,
Madrugas a dentro.
E como um beijo,
Deixo saudade em gosto.
Deixo em lembrança em memória.
E às vezes me esqueço
sem perceber.
Outras me deixo por ai
ao entardecer.
Tenho 12 desejos em que você estar lá.
Todos por você
Todos por nós.
Todos por um beijo a mais
Ou um momento a sós.
por Crônica Mendes
O silêncio é uma prece (O Sarau)
O silêncio é uma prece
Desta vez fiquei em silêncio,
e o silêncio é uma prece sem presa,
não me espera,
mas eu vou.
Em silêncio, sem documento,
De cabeça erguida.
Em silêncio, ansioso.
Aos poucos, controlo minhas batidas.
O coração,
gritando por dentro.
Ao pé-do-ouvido
um som de psiu!
Estava em silêncio, mas não calado.
Ao meu redor,
tudo acontecia
tudo esperava.
E eu,
por que quis assim.
Apenas suspirei e transpareci o que sentia.
Sem querer nada em troca,
deixei de lado o óbvio
e me entreguei a prece
em silêncio.
por Crônica Mendes
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Os Números

Os Números
Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção
- Falar do número 1
Falar do número Um não é preciso muito estudo,
Só se casa Uma vez e foi Um Deus que criou tudo,
Uma vida só se vive, só se usa Um sobretudo.
- Agora o 12
E só de pensar no Doze eu então quase desisto,
São Doze meses do ano, Doze apóstolos de Cristo,
Doze hora é meio-dia, haja dito e haja visto.
- Agora o 7
Sete dias da semana, Sete notas musicais,
Sete cores do arco-íris nas regiões divinais,
E se pintar tanto Sete, eu já não agüento mais.
- 2
E no Dois o homem luta entre coisas diferente,
Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente
Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente.
- Agora o 4
E o Quatro é importante, Quatro ponto cardeal,
Quatro estação do ano, Quatro pé tem um animal,
Quatro perna tem a mesa, Quatro dia o carnaval.
- Pra encerrar
Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum,
Mas as coisas que eu disse não são lá muito comum,
Quem souber que conte outra, ou que fique sem nenhum
por Raul Seixas
Minha palavra: Um homem que abusou da vontade de abusar cada vez. Em seu tempo foi o que quis ser e não o quisessem que ele fosse. Viveu á sua forma, de sua maneira... Maluco beleza, em um mundo igual, normal demais... Viva Raul e seu sonho de uma Sociedade Alternativa.
por Crônica Mendes
O Menino (a Jairo Rodrigues)
O Menino
(a Jairo Rodrigues)
Já se foi o tempo em que chorar era vergonha.
Hoje me sinto bem,
Choro, me emociono, me surpreendo.
Me permito.
Meu grande amigo.
Na sua meninice me vejo,
olho tua alegria e me alegro como se fosse eu à se divertir com tudo que você me ensina.
Ensina, e não é pouco.
Me divirto e não me torturo.
Tolo seria eu em não admitir o meu aprendizado.
E você nem sabia disso.
Que vida é essa que alimenta tua alma,
Que sonho é esse que lhe mantén firme na estrada.
É a vida que você escolheu viver,
ao lado das pessoas possíveis.
É o sonho que você decidiu sonhar,
ao lado de pessoas tão reais.
Deslumbrante a desbravar o mundo da ignorância,
lapidando-o, dando-lhe a forma da mais bela poesia
Estando ali, onde muitos temem estar,
por não querer saber
por não querer acreditar.
Propagador da extinção da arrogância,
veio a mim como quem me conhece desde criança.
Tomou minha merecida admiração
ocupou e transformou meu tempo.
Você não media,
Você vive.
Você não faz média,
Você vive por inteiro.
A imagem flácida não é a tua
O atoa não é o teu
Disposição em pessoa
grande amigo meu.
por Crônica Mendes
foto por Nina Fideles
Visite o blog do grupo Periafricania
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Epilepsia

Epilepsia
Uma dose do mais puro álcool
Batizado Uísque.
Um trago da mais densa fumaça,
Perfumada nicotina corrosiva.
Tudo tão rápido,
Tudo como uma música completa a cada fato.
Um conflito interno intenso,
poucos segundos antes de tudo isso transbordar pelo meus olhos repentinamente.
Sinto que vou me debater assim que for ao chão
mas não me deixe aqui.
Entre náuseas e esquecimento,
Essa febre que não quer me deixar.
Quase nem me sinto, e sei que isso é o efeito colateral de tanto fármaco.
Outra dose do mais belo álcool,
mais um trago.
Deixa tudo no ar...
Isso continua...
Isso daria uma bela canção dos anos 70.
por Crônica Mendes.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Essa Gente Nossa espalhada pelo Mundo
Esvaziando o AcervoVou dedicar minhas escritas a pessoas,
A pessoas que estão próximas,
E mesmo as que estão longe, ainda sim estão aqui comigo.
Vou escrever livre, mas não estranhe se me embaralhar deves em quando.
Me permito isso.
Mesmo longe as histórias servem de impulso para um dia melhor, um momento mais intimo, um pensamento acordado,
Uma noite de sono calmo.
Não posso escrever sobre todos diretamente, mas nossas histórias e alguns parágrafos têm lá suas semelhanças e suas fontes seguras.
Quero escrever sobre as pessoas, se possível, todas elas.
Parece impossível, mas vou escrever sobre o impossível também. Fazendo assim, uma possível ponte entre meus pensamentos, minha imaginação, a realidade, meus sonhos, meu mundo... Nos tornando a partir daí, muito mais que conhecidos, amigos, semelhantes, possíveis... Seremos Os impossíveis mais possível.
Pessoas, figuras importantes como gente.
Vou escrever sobre pessoas, mas não como o “Pessoa”.
Quero com isso, celebrar, reunir, criar novas possibilidades, mostrar as pessoas para as pessoas, sobre o meu ponto de vista.
Quero escrever sobre pessoas, para que as pessoas se encontrem.
A todos,
um forte abraço literário.
por Crônica Mendes
obs: Dois textos já estão no blog, outros virão. "Quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você"
Vira Lata (a Sérgio Vaz)

Vira Lata (a Sérgio Vaz)
Homem mundo.
Autor da palavra livre,
Livre para transmitir liberdade.
Liberdade num mundo escrito pelo poeta em verso e prosa.
A vida entre linhas,
Ora na linha de fogo,
Ora em linhas cruzadas com a vida de muitos.
Linhas, nunca na corda bamba.
Linha de frente,
Bamba na arte de construir sonhos.
Sonhos, não ilusões.
O poder da palavra,
A expressão do silêncio,
E o silêncio é uma prece.
O teor do verbo, no paladar do verso.
Ao invés do tempo que corre,
É a lápis que se desenvolve o tempo inverso.
Sou dono do mundo,
Meu mundo é meu,
Mais meu eu são de muitos.
Me leia
Creia
Ou
Não
Creia.
Então escreva,
Escreva sua própria história,
Mas não conte ela inteira,
Deixe capítulos para os visitantes das quartas,
segundas, quintas, domingos...
Deixe que os carnavais contribuam para seu ano novo.
O poeta das ruas escritas,
Como cão sem dono, não por gentileza,
Mas por vira-lata da vida urbana,
Uivando poesia sob a lua publica,
escondidinho na esquina santa.
por Crônica Mendes
Texto retirado de meu acervo - Essa Gente Nossa espalhada pelo Mundo.
Confira o Blog: Colecionador de Pedras
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