segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Perfeição


Perfeição

Sou uma máquina perfeita,
Humana.
Perfeito e humano que sou,
Me permito a ter os erros que tenho.

por Crônica Mendes

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Menos é Mais


Menos é Mais

É preciso investir na educação.
Essa frase se tornou “prache” entre os políticos e até mesmo entre os defensores da educação como meio de redução da criminalidade.
Mas é muitos mais que isso.
Pra se investir em educação, não é simplesmente construir escolas, é também da suporte, dar incentivo ao educador. Mas é bom lembrar que ninguém educa filho de ninguém, ou seja, a educação parte de casa para escola, e não o contrário. Toda agressão física ou psicológica vivida ou sofrida dentro de casa, pode se reverter em agressão moral e física aos educadores e demais companheiros de sala de aula.
Discutir a maioridade penal chega ser um absurdo, pois a ideia é colocada de tal forma, ou melhor, de forma errónea que deixa em cheque a população, por exemplo: Maioridade penal é o que se refere à idade que o jovem pode ser preso, ele nascerá já cercado de uma idade a qual ele pode perde o que se diz liberdade, já nasce preso a isso. O jovem não tem um programa que realmente funcione para que ele seja indicado a um 1° emprego, para criar ae sua experiência profissional, ele não tem isso, mas tem idade programada pra ser preso.
O jovem não tem uma educação de qualidade, por que a maioria vive nas periferias, com o mínimo do mínimo para realizar um sonho máximo, ele não tem isso, mas já nasceu com uma idade pré determinada, encaminhada a ser preso.
O jovem não tem direito a uma boa leitura, por que os livros estão escritos de forma que ele não se vê ali, não entende aquilo, não sabe por que estão dizendo aquilo pra ele, mas já nasce com uma idade escrita pra ser preso.
Não dão uma condição de vida descente, impede que nós jovens buscamos essas melhores condições, criam vários obstáculos para nos deprimir, nos transformar em incapacitados, abalam nosso psicológico com suas campanhas fascista e seus noticiários sangrentos, e ainda dizem que somos nós o culpado disso tudo. E quando nos rebelamos, nos trancam, ou em celas ou em túmulos, ou pior, nos trancam em nossas próprias mentes amordaçadas e oprimidas.

O Povo Pensando, é um crime que está se armando,
então me prendam, mas me deixa falar!
Essa é a lei que almejam pra nóis, onde menos é mais. Menos idade, mais sofrimento.
Nos bombardeiam a todo momento com pesos que dizem:

"Você nasceu pra crescer em direção a maioridade penal, vou lhes jogar numa cela quanto mais cedo melhor, quanto mais novo melhor".

Antes de pensar na pena, na maioridade penal, vamos pensar em como resolver, ou amenos amenizar as condições de vida de quem já está fechado do sol.
Não é simplesmente construir escolas e menos presídios não, é muito mais que isso. A causa ainda não foi tratada, não foi discutida, não foi pensada uma possível solução ou até um alivio. Mas o efeito todos já sabe como ele explode, e pode sim explodir mais.
Os números a serem debatidos são outros, além da maioridade penal.
Nesta direção que vemos hoje, nasceram em séries, bebês não de proveta, mas sim, de algemas. E nossas mulheres tomaram um tipo de pirula que se desenvolverá no útero não como um cordão Umbilical, mas sim uma algema em feto, quebrando o laço entre mãe e filho(a) e criando uma forca entre feto e estado.
Aumente o salário mínimo para máximo e não reduzam a maioridade penal.
Doutores, sejamos inteligentes e não subestimem a população.
Eu anuncio,
o mundo é bem maior fora do teu umbigo.

por Crônica Mendes

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quando um Corpo Cai


Quando um Corpo Cai

Caiu o corpo
a alma sobe
Fica a luta,
E a luta é contínua.
A injustiça da doze
Pelas costas,
As oito feridas
expostas.
O sangue como lágrima
Não é poesia,
Não se narra.
São tantas as palavras entaladas.
Meu grito, não tímido.
Ao microfone
De punho erguido.
Irmão me desculpa
Por não estar contigo,
Mas estou com tua luta
Com tua gente,
Com minha gente,
Gente humilde,
Gente nossa.
Nenhum minuto de silêncio
E toda uma vida de luta.
Assim como a luta continua,
A vida há de ser longa.

por Crônica Mendes
dedicado a Elton Brum
MST - Rio Grande do Sul.

Poesia no Metrô


Dahora

Estação Santa Cecília de Metrô, São Paulo capital, 18h. A de se imaginar o caos.
Pessoas no vai e vem da vida agitada na cidade cinza, o barulho dos passos se encontram com o barulho do atrito dos trilhos...
... Mas nesta terça-feira um novo som ecoou na estação. O som da voz humana, o som de cada palavra viva a bailar pelo ar, o som da POESIA.
Foi isso, o sarau da Cooperifa ocupou não só a estação do metrô, mas também os corações e mentes dos que ali passavam rapidamente, e mesmo assim, atingidos pela poesia, e também os que paravam, prestigiavam, aglomeravam, sorriam. Sim, sorriam, depois de um dia, ou melhor, depois de mais um dia cansativo de trabalho, muitos se permitiram pausar a correria naquele instante e se entregar à poesia.
Fiquei feliz de estar ali, parei também,
e como eles, recitei minha poesia. Uma oferenda na mudança da rotina cinza daquelas pessoas e da minha.
Foi uma festa, uma magia popular. E como diz meu amigo Fernando Anitelli: “A Poesia prevalece”
Tenho certeza que o gosto da poesia foi saboreado com surpresa, com a sensação do bem estar e o gostinho de quero mais.
Foi assim.

Crônica Mendes,
Amante do Bom Gosto

os registros.

O aprendiz

O provocador

Tubarão, eu, Rodrigo, Wésley e Lobão

depois de nóis é nóis de novo

Um pouco mais de mim, rs.

A Banca Poética

Tem mais fotos no blog do
Tubarão Dulixo
e no do
Sérgio Vaz - Colecionador de Pedras
Visitem!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Depressão


Depressão

Companheira dos músicos sérios
E que às vezes céticos por ela,
Não a deixa ir embora.
Fica cultivando-a em seu cérebro/coração,
Buscando assim, entender melhor as coisas.
E como as coisas não são para serem entendidas,
As depressões abatem as vontades de tudo,
Menos dela mesma.

por Crônica Mendes

Uma oferenda


Uma oferenda

Aos ataques
Força.
À dissimulação.
Sinceridade
Aos processos.
Paciência
Aos erros,
Dos outros e meus,
Maturidade.
Ao nervosismo,
Tranquilidade.
Às mentiras,
Trabalho.
Aos espaços,
Serenidade.
Aos falsos,
Verdade.
Aos puxa sacos,
Personalidade.
Aos castelos de areia,
Água.
O passado não se modifica,
O futuro ainda estar por vir.
E deve ser construído no presente.
É o que temos.
Não por acaso,
Se chama assim:
Presente.

por Nina Fideles

domingo, 23 de agosto de 2009

E Agora José?


E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama protesta,

e agora, José ?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José ?


E agora, José ?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora ?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora ?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é duro, José !


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José !

José, pra onde ?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

R.E.M


R.E.M

Há momentos que tudo está mais difícil que antes,
mas eu digo, não,
você não está sozinho.
E quando você tem uma alegria imensa no peito,
e ao lado não tem ninguém com quem compartilhar,
eu digo, não,
você não está sozinho.
Quando tudo é noite
e todos estão dormindo.
Quando a noite é tudo,
eu digo,
Não,
você não está sozinho.
Sua vida não é uma casca,
Seu coração não é uma ferida.
Seu sentimento maior há de ser por você,
sua única saída.
E eu lhe digo, não,
você não está sozinho.
A estrada, o sonho, aquele, aquela,
Aquilo...
Tudo se foi e você agora se pergunta:
Eu, eu estou sozinho?
Talvez a frase perfeita dita na hora exata,
O efeito é imediato.
Ou talvez a frase calada
Pelo choro, ou por pensar demais.
E o que você sente agora,
Eu digo, não,
Você não está sozinho.
Quando o sol te visitar pelar manhã,
E todo espaço for teu,
E você gostaria tanto de tê-lo dividido com outro alguém,
Mas quem.
Quando o banheiro for seu canto,
Onde as lágrimas te visitam escondidas.
Quando à mesa só teu prato,
No banho só teus braços.
Presenciar o parto da Lua,
Você se pergunta, até quando isso.
Eu digo, não,
Você não está sozinho.
Quando o sono te ocupa,
E você sente a culpa;
Escuta,
Não, você não está sozinho.
Existe um lugar, mas não está escrito,
Existem pessoas, mas não estão escondidas.
O que você procura não está a vista,
Feche os olhos e abra teu coração,
Não, você não está sozinho.
"Em algum lugar alguém espera por você".
Não, você não está sozinho;
Persista.

por Crônica Mendes

Poema do Cárcere


Poema do Cárcere

A minha vida simplesmente desperdicei
Não dei valor, não...
Talvez.
Se eu estivesse escutado a minha família
Não era neste lugar que eu estaria.
Aqui eu sou ninguém,
Mas talvez alguém se lembre de mim.
Vamos ver quando eu sair.

Se eu tiver sorte,
Alguém vem me buscar.
Na pior das hipóteses,
Ah, deixa pra lá.

Fui insano, cair no desespero.
Mas isso não justifica os meus erros
Em meus sonhos recordo toda a cena
Cinematográfica,
Escala de cinema.

Me pareceu armação, que esquisito...
Estava todo mundo lá,
Mas ninguém estava comigo.
Me assustei, em “choque”
Confesso.
Mas aquele assalto parecia que daria certo.
Porém,
Não saiu como planejei,
Fui atingido, e quando eu acordei.
Eu estava algemado numa jaula com um capitão do mato dando risada da minha cara.

Cheio de ódio sem entender nada,
Na mente somente, cair numa cilada.
Me jogaram num X, sem ninguém
Sem ninguém pra me visitar ou perguntar se estou bem.
Esquecido até pelo governo.
Me intoxicando, comendo “rango” azedo.

Foi assim nos 2 primeiros anos,
Meu corpo emagreceu se adaptando.
Os pensamentos bons foram poucos,
Mas graças a eles eu não fiquei louco.
Transformei meu tempo em terapia,
Lendo uns livros e uns capítulos da Bíblia.

Lê a história de Che,
Me deixou mais forte.
Li Fidel,
Pátria ou Muerte.

Recuperar o tempo perdido é difícil,
Mas, a minha cabeça não para de pensar nisso.
Um sensação estranha, me sinto mais ou menos
Nossa, não estou nem me reconhecendo.
Preciso me equilibra, na loucura.
Não se desesperar, manter minha postura.
O minutos vem e vão,
Eu tento dormi pra fugir da depressão.
Já se foram 3 anos e ainda penso...
“Como vai ser seu sair, fico tenso”
Será meu Deus, que alguém vem me buscar?
Ou me mataram depois que vim pra cá.

“Eu parei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo...”
...

Todas as noites em minhas orações,
Sempre pedia paciência sem ambições
Sempre pedia pra viver mais um dia.
E não morrer com pneumonia.
Eu vejo os dias passando um a um
Tudo tão igual
Tão comum.

Sair para ver o sol, era um espetáculo,
Mas a lua traz saudades do passado.
Da rua e dos amigos...
Tento evitar a tristeza, mas não consigo.
Era eu na solidão de novo, se arrependimento mata-se,
Eu estava morto.
Meu peito pouco a pouco se contrai,
Eu tento gritar,
Mas não sai.
Lágrimas escorrem no rosto de um homem
De dentro das muralhas de concreto, sem nome.
Aqui, varias estórias,
Tanta vidas.
Cada palavra, uma ferida.
Eu tenho, uns livros,
Tenho fé...
Aqui, eu sou um numero,
Ou um qualquer.
Talvez meu coração aguenta mais dois anos,
Ou morra essa noite SONHANDO.

...continua

por Crônica Mendes

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Puta Que Pariu


Puta Que Pariu.

Pare,
Pare de olhar pra mim,
O que você vê não sou eu.
É o que você quer ver.
Pare porra, pare.
Não me olhe com esse olhar de bom samaritano,
Como se eu fosse um doente.
Por que você me olhar tanto assim?
Ta bom,
Eu sou o que você está vendo.
Sem mais nem menos.
Olhe, pode olhar.
Sua visão de raio x não enxergar meu coração.
Apenas os meus ossos.
Seu olho nu, ver apenas a minha carne,
Mas não a tem.
Você pode ver o meu jeito,
Mas de qualquer jeito.
Não gosta.
Então pare, pare de me olhar como se eu fosse seu.
Você não é meu dono,
O mundo não é meu dono.
Por que me olha assim,
O que queres o que queres de mim.
Diga, diga filho da...
Por favor, pare de me olhar assim,
Estou ficando tímido,
Confuso.
Vou me tornar o que você quer.
Quem sabe assim você encontra de vez o que tanto procura.
Mas não se decepcione com o que encontrar em mim.
Seus olhos fundos de cor caramelo,
É o meu susto em branco e preto.
Não tenho medo do seu olhar,
Tenho é de sua cegueira.
Sua boca maldita que tenta condenar tudo que não está sob tuas olheiras.
Não me olhe, você nunca vai meu ver como realmente sou.
Esse lugar que você tanto procura, não está em mim.
Meu nojo,
é por tua saliva viva infame, insana.
E esse ainda me olha assim é por que sabe que não me ganha.
Então pare,
Pare de olhar.
Durma e não acorde mais.

por Crônica Mendes

Ampulheta


Ampulheta

Não perco
A cabeça,
Mas ás vezes perco
O chão,
E quando penso em tudo que já fiz,
Perco
Os sentidos,
Mas não perco
A noção.

por Crônica Mendes

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Crônica de mim.


Crônica de mim.

Sou Crônica.
Minha vida é crônica, meus pensamentos vagueiam
Meus sentimentos são crônicos, sem doença que contamina tua ceia.
Minha colheita é crônica,
meu ar é crônica.
Meu tempo é anacrônico.
Meu silêncio é um espanto.
Minha vida é crônica,
perseguida por sonetos fiéis e infiéis.
Meu mundo é subjetivo,
mas não se curva a teus pés.

Sou crônica.
Meu medo é crônica, meus desejos são excêntricos
meus passos são cronometrados,
mas faço meu próprio tempo.
Minhas palavras, crônicas intermináveis
Minhas lágrimas, crônicas incansáveis.
meu jeito crônica incomum
Minha vida crônica insaciável.

Meu mal crônico,
amar de mais,
crônica.
Meu estimulo crônica,
correr ao lado,
crônico

Minha puta falta de educação crônica,
alfabetizado de forma alguma.
Minha lamentável ironia crônica, aos que se vangloriam de bagunça estúpida.
Por desprezo contra mim, contrariam minha crônica.
Contra mim,
minha vida.
Contra a vida,
Minha Crônica...
... Minha vida é minha crônica.
“Não confunda meu coração com minha aparência”.

por Crônica Mendes

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agridoce


Agridoce

As palavras que ora me fogem,
Noutras me encontram só.
Os momentos que me guardam,
Em instantes tocados em Dó.
Nem sempre longe, mas posso caminhar
Quando chego perto,
É sinal que tudo de novo está pra recomeçar.
Não tenho passos incertos,
Ao invés do que disse outro dia desses.
Meu caminho é caminhar por ae,
Alheio aos prazeres.
Num verso e prosa, o que sinto exponho
Mas não me sinto estranho diante de tantos...
Tantos que se destacam
Outros que se descolam.
Nada está grudado para sempre nesta história.
É até engraçado.
Somos o que somos, e somos tão fortes,
Mesmo quando choramos,
Ainda somos fortes.
Não sinta medo de não esconder as lágrimas,
Mas não ás tomem como palavras.
O silêncio diz o que quer,
Quem tiver ouvidos que ouça.
Uma simples comunicação, escondida ou arbitrária,
Quantos de nós já usamos de frases mal feitas ou mal acabadas,
Pra expressar o que queremos dizer,
Quando na verdade não queríamos dizer
Nada.
Por luxo ou necessidade de impressionar,
O ego, o orgulho,
Não engulo o que não posso vomitar.
Enquanto uns criam regras, eu crio alternativas.
A saída dita perfeita, nem sempre é a preferida,
por não ser fácil ou por não ser vista

por Crônica Mendes

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Poesia é pouco


A Poesia é pouco

A poesia é pouco.
A poesia é pouco..
A poesia é pouco...
Pouco provável que seja pouca,
ou pouca vergonha dita em poucas palavras.
A poesia é pouco.
A poesia é pouco..
A poesia é pouco...
Pouco provável que seja pouca,
por que o bastante é latejante e amargo no final
Onde mora a poesia,
é onde morre a arrogância.
A poesia é pouco.
A poesia é pouco..
A poesia é pouco...
Pouco provável que seja pouca,
não tola, nem tolerante,
abrangente.
Em cada palavra, uma pá de verbos
servido à adjetivos por sujeitos comuns.
Dispensa frescura e nas escuras,
traduz figuras, estranhas entre linhas destrinçadas.
A poesia é pouco.
A poesia é pouco..
A poesia é pouco...
Pouco provável que seja pouca,
tampouco que seja tola.
Numa vida sem sentido, sentindo muito o vazio
disso.
Numa vida mórbida, transforma,
A poesia transforma a ponto de transbordar a mutação,
multidão de pessoas, de palavras.
O vomito literário, o desabafo, o despeso de tudo que aperta o peito,
ou de tudo que preenche o peito.
Isso é poesia,
poesia pouco,
pouco provavél que seja pouca.
Sinta o gosto,
prove.

por Crônica Mendes
Dedicada ao MST

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Conversas e Discos (1)















Conversas e Discos (2)







Todas as fotos por Nina Fideles

As Horas


As Horas

Você já se viu diante do seguinte ato:
Levantar de madrugada, calçar ou não seu chinelo no escuro, ir até o banheiro ascender a luz, olha pra si mesmo e começar a pensar em toda sua vida, ou em quase toda ela. Ali, frente a frente com você mesmo. Já lhe aconteceu isso? Comigo aconteceu, confira meu monólogo, ora dialogo.

04h37minutos da madrugada.
Tick.
O que você quer à uma hora dessas,
Está me olhando assim por quê?
Já sei.
Está com problemas né...
Também, você quer o que...
Você vivendo dizendo que quer ser feliz, da risada,
Mas só fica ai, trancado nesse seu quarto.
Será que você ainda não percebeu que a felicidade não está trancada no seu quarto.
Ela está em liberdade.
Levante-se, erga a cabeça moleque.
Se você continuar ai, você vai morrer e ninguém vai notar sua morte.
É isso que você quer?
Quantas vezes você chorou?
E nenhuma dessas lágrimas valeu apenas?
Você parou no tempo, mas ainda a tempo.
Esqueça o que passou,
Só assim você poderá viver, por que desse jeito que você está ai ó,
Você está morto, e está de pé de teimoso que é.
É isso que você quer?
Não vou te enganar, você está mesmo mudando,
Sua cara está bem melhor do que antes,
Mas a mudança precisa continuar...
Tem muita gente puto contigo por isso,
Mas também tem muita gente feliz e responsável por essa sua mudança.
Mudança não tem nada haver com regressão,
Nunca deixe que te digam ao contrário.
São tantos professores.
Mas tem muita gente mesmo, contente com sua cara,
Inclusive eu.
Pelo menos até onde a gente sabe né.
Quantos ainda vão se revelar acreditando estar se rebelando?
Quando a mascara cai não é rebeldia, é falsidade escondida durante os dias,
Ou durante toda uma vida.
Mas ó, procure se espelhar sempre no que você escreve,
Putz, isso vai incomodar muita gente.
Mas seja sempre o que você é, não o que querem que você seja.
Lembra quando você escreveu que é importante sorrir.
Então.
As coisas que você perdeu faz parte daquele ontem,
Hoje é outra história.
Você está bonito moleque,
Continue certo que as coisas certas voltam.
E ai, vê se não dá mancada, vê se não vacila...
Não se esconda.
Bom, é isso ai, vai pra batalha vai,
Amanhã é outro dia, amanhã outras estórias virão.
Há, vê se escova os dentes direito e arruma esse cabelo.
Falou meu bom,
Descanse um pouco lá vai.
Até amanhã, ou melhor, até daqui algumas horas.
Boa noite...
Tick.

por Crônica Mendes