quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Homem que Balançou as Estruturas do STF



Conhecido como Joaquim Barbosa, apenas, ele é ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil desde 25 de junho de 2003, quando nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o único negro entre os atuais ministros do STF.
Joaquim Barbosa nasceu no município mineiro de Paracatu em 7 de outubro de 1954 (54 anos), noroeste de Minas Gerais.
É o primogênito de oito filhos.
Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram.
Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público.
Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Prestou concurso público para Procurador da República e foi aprovado.
Licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos, tendo obtido seu Mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu Doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Foi Visiting Scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000), e Visiting Scholar na Universidade da California, Los Angeles School of Law (2002 a 2003).
Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês e alemão.

O currículo do ministro do STF Joaquim Barbosa que vocês acabam de ler foi extraído da Wikipédia, mas pode ser encontrado facilmente nos arquivos dos órgãos oficiais do Estado Brasileiro.
“E o que mostra esse currículo?”, perguntarão vocês. Antes de responder, quero dizer que o histórico de vida de Joaquim Barbosa pesa muito neste caso, porque mostra que ele, à diferença de seus pares, é alguém que chegou aonde chegou lutando contra dificuldades imensas que os outros membros do STF jamais sequer sonharam em enfrentar.
Não se quer aceitar, nesse debate - ou melhor, a mídia, a direita, o PSDB, o PFL, os Frias, os Marinho, os Civita não querem aceitar -, que Joaquim Barbosa é um estranho no ninho racialmente elitista que é o Supremo Tribunal Federal, pois esse negro filho de pedreiro do interior de Minas é apenas o terceiro ministro negro da Corte em 102 anos, conforme a Wikipédia, tendo sido precedido por Pedro Lessa (1907 a 1921) e por Hermenegildo de Barros (1919 a 1937).

E quem é o STF hoje no Brasil? Acabamos de ver recentemente nos casos Daniel Dantas, Eliana Tranchesi etc. É o que sempre foi: a porta por onde os ricos escapam de seus crimes.
Joaquim Barbosa é isolado por seus pares pelo que é: negro de origem pobre numa Corte quase que exclusivamente branca nos últimos mais de cem anos, que julga uma maioria descomunal de causas que beneficiam a elite branca e rica do país.
Sobre o que ele disse ao presidente do STF, Gilmar Mendes, apenas repercutiu o que têm dito, em ampla maioria, juízes, advogados, jornalistas, acadêmicos de toda parte do Brasil e do mundo, que o atual presidente do Supremo, com suas polêmicas midiáticas, com denúncias de grampos ilegais que não se sustentam e que ele até já reconheceu que “podem” não ter existido - depois de toda palhaçada que fez -, desserve à instituição que preside e ao próprio conceito de Justiça.
Gilmar Mendes pareceu-me ter querido “pôr o negrinho em seu lugar”, e este, altivo, enorme, colossal, respondeu-lhe, com todas as letras, que não o confundisse com “um dos capangas” do supremo presidente “em Mato Grosso”.

Falando nisso, a mídia poderia focar nesse ponto, sobre “Mato Grosso”, mas preferiu o silêncio. Esperemos…
Recomendo-lhes que, depois de terminarem de ler este texto, voltem aqui e terminem de ler o currículo de Joaquim Barbosa na Wikipédia, clicando Aqui. Claro que muitos dirão que a Wikipédia é “aparelhada pelo PT”, sem darem maiores explicações sobre como e por que isso acontece. Mas eu concordo com o texto ali postado. A meu ver, está mais do que correto.
Finalmente, esse episódio revelou-se benigno para a nação, a meu juízo, pois mostrou que ainda resta esperança para a Justiça brasileira. Enquanto houver um só que enfrente uma luta aparentemente desigual para si simplesmente para dizer o que falam quase todos, porém sem que os poucos poderosos dêem ouvidos, haverá esperança. Enquanto um resistir, resistiremos todos.
Joaquim Barbosa é um estranho no ninho do STF, entre a elite branca da nação, e está sendo combatido por isso e por simplesmente dizer a verdade em meio a um mar de hipocrisia. O Brasil inteiro sabe disso e essa talvez seja a verdade mais importante, pois dará conseqüência aos fatos, se Deus quiser.

Escrito por Eduardo Guimarães

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Certidão de Nascimento



...
clique na imagem e leia a música em ótima resolução
por Crônica Mendes

Sim.

Sim, o mundo todo está em competitividade. Todos estamos competindo com algo ou com alguém, nem que esse alguém seja nós mesmo. Uma disputa interna.
É preciso estar preparado,
preparado sempre para fazer o melhor e mais preparado ainda para os eventuais descaso que a vida oferece.
Não existe uma feira, onde se compra felicidade, glória, reconhecimento, maturidade, respeito, compromisso...
Tudo isso, nasce, contrói, lapida, desenvolve, pratica...
Se joga.
Acredite.
Faça.
Seja você, ainda que isso seja mais difícil do que os obstáculos.
Seja sempre você e não o que os outros querem que você seja.
Seja você, mas se você quiser ser.
Numa época de crise, seus braços cruzados não estimulam nada, não criam nada, apenas geram desgosto e desgaste.
Qual o ultimo livro que você leu?
Qual a sua atual nota escolar?
Qual a ultima pesquisa que você fez?
Quais suas referências?
O que você faz pra melhorar seu relacionamento com seus pais, com sua família, com você mesmo?
Tempos difíceis ná.
Mais isso não muda seu caráter, sua personalidade, sua busca intensiva por melhoras, mas que sejam melhoras coletivas.
Não dá pra espera ajuda cair do céu. De lá, hoje em dia só está caindo aviões, à chuva que vem não traz novidade tampouco boa nova, Santa Catarina que o diga. Até na chuva o homem conseguiu inserir sua destruição.
Verão frio
In(f)verno quente.
Outono vazio.
Primavera chuvosa.
Quais e como são mesmo as estações do ano?

Caos.
Guerra.
Barbárie.
Despertar.

São essas?
***********************
Sim,
Está tudo cada vez mais competitivo.
O mundo/mercado está vendendo pessoas e suas qualidades em liquidação.
Compre, consuma, obtenha, derrote o seu adversário, ou então você estará fora do padrão de sociedade bem aventurada.
Sim,
Todos pensamos em desistir às vezes, mas o gosto da vitória sobre esse pensamento é maior do que o medo de que ele volte a tocar seu coração.
Sim,
Ninguém é igual antes e depois da crise.
Ela vai passar.
Acredite,
Ela vai sim.
Mas será que a crise é necessária para se fazer refletir, agir.
Assim como a miséria é necessária para se manter pirâmide de classes.
Isso é mesmo necessário.
Até quando?

“Olhe, escute: Você que esta ai sentado, levante-se, lute, a um líder dentro de você, governe-o, faço-o falar”.Chico Science

por Crônica Mendes

sábado, 25 de abril de 2009

Canção de Redenção.


Velhos piratas, sim, eles me roubaram,
Me venderam para navios mercantes
Minutos depois deles terem me tirado
De um buraco menos profundo
Mas minha mão foi fortalecida,
Pela a mão do todo poderoso
Nós avançamos nessa geração
Triunfantemente!

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tenho são:
Canções de liberdade,
Canções de liberdade!

Liberte-se da escravidão mental,
Ninguém além de você pode libertar sua mente
Não tenha medo da energia atômica,
Porque eles não podem parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas?
Enquanto nós permaneceremos de lado olhando
Huh, alguns dizem que é apenas uma parte disto
Nós temos que cumprir inteiramente o Livro

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tenho são:
Canções de liberdade,
Canções de liberdade,
Canções de liberdade!

Liberte-se da escravidão mental,
Ninguém além de você pode libertar sua mente
Oh, não tenha medo da energia atômica,
Porque eles não podem parar o tempo
Por quanto tempo vão matar nossos profetas?
Enquanto nós permaneceremos de lado olhando
Sim, alguns dizem que é apenas uma parte disto
Nós temos que cumprir inteiramente o Livro

Você não irá ajudar-me a cantar,
Essas canções de liberdade?
Porque tudo o que eu sempre tive foram:
Canções de redenção!
Porque tudo o que eu sempre tive foram:
Canções de redenção!
Essa canções de liberdade,
Canções de liberdade!

por Bob Marley

Minha Palavra: !!! O que dizer sobre o mestre. Apenas, amém. Jah-Rastafari-I

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Livro dos Dias

Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado
Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado
Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome
Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção
Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores

por Renato Russo

Minha Palavra:
É como se fossemos um monte de gente batendo cabeça numa avenida de mão única, em busca da tal liberdade, sem pensar. ‘Se tivéssemos liberdade, o que faríamos com ela?’ - Muitos a prenderiam novamente, outros se perderiam com ela. O que procuramos ao certo nem mesmo nós ainda sabemos. A vida é uma busca, um livro escrito dia após dia, um livro que não é escrito só por um autor, saiba: Ao seu redor, tudo tem influências sobre você, não esconda isso.
por Crônica Mendes

terça-feira, 21 de abril de 2009

Dia Mundial da Terra


Hoje, 22 de abril, em todo mundo se comemora o Dia Mundial da Terra. Num tempo em que o aquecimento global, pois a população mundial em ‘xeque’, o que você está fazendo para que o planeta não morra, e possa ser um bom lugar para sua futura geração, seus filhos, netos, ou até mesmo,você agora.

O Dia da Terra foi criado em 1970, quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Ele é celebrado em 22 de abril e, a partir de 1990, outros países passaram a aderir à data. Desde então, o mundo todo passou a celebrar com manifestações em defesa ao meio ambiente e contra a forma que estamos tratando nosso planeta. Seja consciente, faça a sua parte.

Dia Mundial da Terra.
O que você está fazendo em prol do planeta?


fonte: AFR (www.afamiliarap.com.br)

Vilarejo - Marisa Monte.



Vilarejo
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for


Minha Palavra
- O clipe mostra uma perfeita sátira, uma bela contradição entre música e imagem. Uma espécie de dedo na ferida, uma contradição/protesto, uma visão entre um sonho bom e uma triste realidade mundo hoje.

por Crônica Mendes

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mensagem SublimiNar – Quem é você?

E sou simples,
Simples e bom de confiar.
Eu confio em todos, pois se me traírem estarão perdendo mais que eu.
Sou difícil, confesso...
Mas não estou isolado de ninguém.
Sou de fácil acesso,
Mas pressinto que a curiosidade demais leva a lugares decepcionantes.
Nunca levo pelo lado pessoal,
Tenho minhas conclusões externas sobre mim e sobre o mundo a minha volta.
Não tenho tantos medos,
Mas prefiro...
A coragem em sentir o prazer de desafia-los.
Sou um tanto quieto, me inspiro na noite a dentro, no acalanto de um coração boêmio.
Confie em mim, mas deseje você primeiro.
Sou sim, uma incógnita, mas me diga, quem não é.
Ninguém entende todo mundo,
E todo mundo não entende o mundo em que vive.
Eu confio em mim, não de modo exagerado, mas confio, e na maioria das vezes preciso de alguém dizendo e me lembrando disso.
...E muito interessante sabe como você me vê sem ter os olhos em mim.
Descreva uma metamorfose.
"Hum, eu, porquê?"
Você sabe do que estou falando.
"Ta, as vezes eu mudou de roupa.
Rs... Ta bom, de pensamento também."

Somos quase todos assim.
Somos tantos e nem tanto estamos atentos,
Queremos sempre o perfeito,
Olhamos sempre os defeitos.
Mas nossas milhares de qualidades, sempre estarão em amizades,
Familiares e na nossa capacidade de amar sendo ou não, amado.
E nunca nas coisas.
Continua...

por Crônica Mendes
obs: esse texto é uma pequena homenagem a uma pessoa querida, que prefere ficar sob o pseudônimo BEIJA FLOR.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Educação

Quando somos somente irmãos, ou somente pai ou mãe, e esquecemos de ser amigos de nossos filhos ou amigos de nossos irmãos, estabelecemos ae uma distância de se ter um diálogo livre.

por Crônica Mendes

Boêmio

Não gosto de acordar cedo,
pois sou Boêmio.
E por ser Boêmio,
gosto da noite.
E por gostar da noite,
não gosto que o dia seja longo.
E por não gostar que o dia seja longo,
eu não acordo cedo.

Por Crônica Mendes

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entrevista ao Blog Implicação Marginal


Entrevista com Crônica - Mais um elo na corrente.
Quem não conhece Castelo de Madeira, Brinquedo Assassino ou a Sopra Lobo Mal?
Clássicos incontestáveis do Rap Nacional. Músicas que mudaram o formato do Rap convencional, que perderam com o tempo essência e significado. O que estas músicas tem em comum? Todas elas pertencem à um único grupo; Revelado pelo grande G.O.G. Uma das grandes personalidades do hip-hop brasileiro. A Família vem construindo sua história, conquistando cada vez mais espaço e respeito perante ao público. Crônica, Gato Preto, DJ Bira e Dêmis Preto Realista formam esse time ou melhor essa Família. Crônica Mendes integrante do grupo, fala em entrevista exclusiva ao blog Implicação Marginal sobre seus projetos pensamentos postura e influência.
Confira!

Por quê "Crônica"? Qual a origem desse Pseudônimo??
O nome Crônica vem da Bíblia, está é a origem do meu nome. Já nem o considero como pseudônimo, entende. A vida em si é uma crônica, todo santo dia é uma crônica.

Fora dos palcos, quem é o Crônica??
Sou um observador, uma pessoa atenta aos pequenos detalhes do dia a dia, valorizo muito isso, detalhes que fazem toda diferença. O simples, mas não simplório. Gosto muito de conversar sobre música, saber o que está acontecendo com a música no mundo a fora, saber o que está acontecendo pelo mundo a fora. Gosto de aprender com as pessoas, por isso eu as observo bastante.

A Família 2009, o que o publico pode esperar para o próximo ano?
Tudo vai acontecer de acordo com tempo, mas podem esperar boa música, bons shows. “A Família” estará mais próxima de vocês. Acompanhe as notícias em nosso site (www.afamiliarap.com.br). A qualquer momento, novidades podem aparecer por lá...(risos)

Além do GOG quais foram suas principais influências? Quais as sua referências hoje?
É inegável a importância que o GOG tem não só pra mim, mas para todo “A Família”, dentro e fora da música. Também não se pode negar o legado dos Racionais dentro do rap nacional. E isso influencia também em nosso trabalho. Mas sempre procuramos construir nossa própria identidade, nosso próprio caminho. E a todo momento somos bombardeados por influência de fora do Rap Nacional. Eu busco muito Marisa Monte, Tim Maia, Raul Seixas, Legião Urbana (principalmente), Arnaldo Antunes, Roberto Carlos, Antonio Marcos, Tom Zé, Cartola, João Nogueira, James Blunt, Radiohead, R.E.M, Tupac, Bob Marley... Muita coisa, muita coisa mesmo! E todos estes nomes eu admiro e gosto não só pela questão musical, mas também pela postura política, pela visão que teen diante do mundo atual

Para você quais são os maiores grupos de rap nacional hoje?
Eu não vejo maiores e menores. Pois existem vários grupos que não são conhecidos pelo Brasil, e fazem um trabalho muito interessante, e até mais contundente do que muitos grupos conhecidos que aí estão. É cabuloso você numerar grupos de rap hoje, porque são muitos, e muitos que eu ainda nem conheço.... Eu posso falar de mim, do meu trabalho, do meu grupo, da minha música.

Implicação Marginal Você acredita que ainda existe um intuito social no universo hip-hop? Se existe, qual o papel do rap nesse contexto?
Eu acredito que exista sim, mas é pouco exercido. Como eu disse na pergunta anterior: não posso falar pelo Hip-Hop como um todo, mas vejo aí, uma certa necessidade de se compreender melhor o que de fato é o social e o que é o assistencialismo. O Hip-Hop exerce um poder muito grande nas periferias, uma comunicação em massa, e esta comunicação não pode ficar restrita somente à música e aos shows. É preciso que haja aí, um compromisso direto com a comunidade, uma mudança de comportamento perante a comunidade. Claro que isso não precisa necessariamente ser levado para os palcos, ou para as músicas, mas se o Rap Nacional fala tanto em união e em justiça, ele não pode ser desunido e ele não pode ser injusto.

O que você entende como Rap alternativo "underground"? Porque o Rap se dividiu?
O que eu entendo, não é o que de fato é. Pois underground é o rap todo como fora de circuito, mas este também possui o seu circuito, possui o seu mecanismo, sua articulação de shows. Na realidade, me pergunto: quem está fora do circuito? Que circuito é este? Porque ouço falar que o rap tido como tradicional é o que fala de violência, o rap dos bailes fala de festa e mulher, o rap difícil é o politizado, o que prega a salvação é gospel e o que está fora disso tudo é underground... Se você parar para pensar, o Rap Nacional pode sim, abordar todos estes temas abandonando rótulos e mantendo sua identidade.


"A Família" como vocês se conheceram?

(risos) Cara, esta pergunta nos persegue. Podemos dizer que somos quatro neguinhos do interior paulista e capital, fruto de um grupo de estudo coordenado pelo Poeta, que se uniu para fazer música e história.

É possível imaginar um trampo solo do "Crônica"?
(risos) “A Família” é um adolescente no meio da selva de pedra da música. Descobrindo o que as pessoas precisam ouvir. Ainda é muito cedo para se imaginar um terceiro disco do grupo, ainda mais imaginar um solo do Crônica. Tenho meus trabalhos, minha MPB, meu rock n’roll, minhas músicas, mas nada disso me tira dos palcos com “A Família”. Ali eu me sinto livre, coletivo e único. Eu, o público e a música.

Pagar as contas com o Rap, "de um modo geral", realidade ou utopia?
É possível. Mas o Rap não pode se resumir somente aos palcos, aos shows. Temos que ser profissionais na música. Nunca foi fácil pra ninguém. O Rap não fugiu às regras e carrega um peso ainda maior. O de não ser reconhecido e nem tratado como música por muitos. Dentro e fora do mesmo.

Agradecemos sua participação e contribuição, deixe um salve pros fãs do Crônica!!!
Quero agradecer o espaço. Estes são alguns pensamentos que tenho e que fazem parte da minha personalidade. Desejo que minha música possa fazer todos que tiveram a oportunidade de refletirem, se sentirem bem.... Ninguém precisa concordar com tudo o que eu penso, que eu falo ou com que eu canto. Ninguém precisa ficar calado. Precisamos nos comunicar e construir o novo. Uma nova maneira de agir diante da realidade que a gente sabe que é difícil, que às vezes castiga, mas que a gente ainda persiste em ser feliz, persiste em dias melhores. Não há vitória sem luta! A minha música já não é mais minha, é nossa. Obrigado.
Crônica Mendes – “A Família”. Deus abençoe...

Saiba mais sobre o grupo “A Família” acesse o site oficial: www.afamiliarap.com.br

Fonte: www.implicacaomarginal.blogspot.com

Frases que marcaram nossa música.

Frases que marcaram nossa música.

Malandro é malandro, mané é mané.
Malandragem de verdade é viver.
Periferia é periferia em qualquer lugar.
Sou príncipe do gueto e meu castelo é de madeira.
Toda Rebeldia tem seu preço.
Pois o inferno é aqui não existe outro lugar.
Assim que é, sem proceder não para em pé.
Vamo que vamo que o som não pode parar.
Brinquedo Assassino não sai da minha mente.
Isso aqui é uma guerra.
Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci...
Din din don, o rap é o som.
Rap nacional é coisa séria.
É o terror é terror, rap nacional é o terror que chegou.
O rap é compromisso, não é viagem.
Um bom lugar se constrói com humildade.
Não confio na polícia raça do caralho.
Feio esperto com uma cara de mal, a sociedade me criou, mais um marginal.
É o respeito que prevalece sim.
Sei que não é fácil ser Homem de aço.
Racistas otários nos deixem em paz.
1, 2, 1,2 ae ninguém se mexe.
É hora de acorda.
Vários botecos abertos varias escolas vazias.
Os manos pow as minas pá.
Eu to com o microfone é tudo no meu nome.
Sou negão hei, sou negão hou.
Todo menino é um rei.
Qual a diferença entre o charme e o funk.
Aqui a visão já não é tão bela
Não importa se chão de terra tem poeira, realizei meu sonho meu castelo de madeira.
Se tu lutas tu conquista é tipo, se tu lutas tu conquista tipo essas, se tu luta tu conquista vai vendo, povo brasileiro sofredor bom exemplo.
Olho por olho dente por dente.
Essa é a vida de muito em São Mateus.
Foda-se as críticas e seus poderes.
Mãe chorando, irmão se matando, e eu pergunto até quando.
Não saia da escola porque perderá o brilho.
Lá se vai o dia o sol se põem trazendo inspiração a esse irmão que compõem.
Deus ilumine o paraíso da criança.
...
Percebe a ausência de alguma (s).
Quais?

terça-feira, 14 de abril de 2009

O homem não sonha atoa


O homem não sonha atoa, e se sonha é capaz de realizar.
Mas quanto tempo temos pra isso?
Durante a vida inteira vivemos buscando o desconhecido, busca o que fazer com o tempo que temos no momento e por hora planejando o tempo que podemos vir a ter algum dia desses. Isso se chama preparação, o oposto do despreparo diante as lacunas que deixamos a beira-vida, pois ninguém sabe qual é o momento exato da partida.
Dizer o que de fato pensa, poder ser útil a você e a quem te persegue, ou segue, escolha sua melhor forma de interpretação. Mas os pensamentos nos afastam das pessoas, nos torna ilhas virgens no oceano do pensar e dizer.

Você já se sentiu a frente do seu tempo?
Quem é você afinal de contas.
O que você veio fazer aqui.
De onde vim, pra onde vou.
Que sociedade é essa???????

As palavras continuam não só perguntando, mas espera-se que um dia venha às respostas.
Enquanto isso outros esperam o alívio.
Enquanto isso...
As palavras continuam...

Crônica Mendes.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Indicações - A quem possa interessar.


Hoje não venho escrever texto ou poesia. Venho apenas fazer algumas indicações á vocês. É isso mesmo, vim apenas indicar algo pra você se distrair, relaxar, refletir... Sentir-se bem.
Podem estranhar este meu comportamento, mas ainda sim, faça uma pesquisa e depois confira essas minhas indicações deste mês.

Filme (pra ver em casa)

"Be kind Rewind". O nome em solo nacional, simplifica ae: Rebobine por favor. Com Jack Black, Danny Glover e o rapper Mos Def.

O filme oferece diversão no melhor estilo realmente. E possui uma boa crítica na forma de se relacionar, enquanto comunidade, aos tempos modernos. Confira. Um lançamento em DVD sobre os bons tempos do UHF. rs...

Música

Essa indicação é ótima. Mostra ae, o poder de comunicação que a música tem. É como eu digo "não importa onde você esteja, sempre terá alguém que entenda o sentimento que você esta cantando".
Visitem o site http://playingforchange.com/pop2.html e confiram a versão de Stand By Me
A idéia foi viajar por vários países em todos os continentes gravando essa música com vários artistas "anônimos" entre eles, moradores artistas de rua, O resultado áudio/vídeo, você pode conferir ae neste site.

Cinena

Conheça o Cine Cooperifa, com um catalogo imenso de filmes populares de autores conhecidos por todos e outros por todos conhecidos. Entendeu ná.

Onde e quando?
Todas as segundas feiras, na Cooperifa.
Saber mais: http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

Caso queira um Cinemax. Veja Gran Turino e pense sobre você no lugar dele.

Leitura

O código Da Vinci - Se surpreenda, mas não relacione o livro com o filme.

Internet

Meu site é claro: www.afamiliarap.com.br e conheça meu trabalho junto com nosso grupo "A Família".

Por hoje,

acredito que é isso.

Ok.
Crônica Mendes.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Luz, câmera, ação... Gravando!

Ontem foi um daqueles dias, aqueles caracterizados como muito bom de se viver no instante e de se levar pra vida toda.
As figuras eram: Eu (Crônica), Nina Fideles, João Campos, W.Jesus, Jairo (Periafricania) e um Teatro Coletivo, vazio, sem ninguém, mas com muita história e muita vida.

O horário era das 14h em diante.

Estávamos ali pra fazer as gravações principais do vídeo clipe da música "Faça Por Amor" - "A Família". Eu não via a hora de entra em cena e começar a cantar.
O palco era literalmente iluminado, a equipe era totalmente profissionais da emoção e do trabalho que ali estava por fazer. Eu não via a hora de entrar em cena e começar a canta.

Meu, eu já estava ensaiado, praticamente a semana toda. Eu queria colocar em prática, todo sentimentos dos shows, das palestras, das visitas, da oportunidades que tive de ouvir pessoas. Simples imortais.

O Jairo não parava de falar um instante.
Era até engraçado ele brincando com todo mundo, colocando apelidos - Rocke, Simple Red - Rs...
Grande figura esse Jairo.

Tive e tenho o privilégio de ter Jesus na equipe
- Deus abençoe.

O João, rs... O Homem do combustível certo, na hora certa... na dose certa.
A Nina, toda preocupada, tomadas, ângulos, fotos, cliques e cliques.
- Ei Jesus ei Jesus... O que você acha?

E eu, eu num via a hora de entrar em cena e começar a cantar.

Preciso respirar - nervoso - ansioso...
Eu e Jairo, do lado de fora do teatro, varias ideias pra disfarçar a ansiedade... De repente toca telefone do Jairo.

- Alô, fala Sérjão.

Sérgio Vaz também se faz presente por alguns minutos.
- Um abraço meu amigo.

Crônica, vamos nessa. (João anuncia)

Ufff, é agora.

Luz, câmera, ação... Gravando.

"Que dia é esse, que sentimento bom estou no peito, amenizou a dor, me deixou desse jeito..."

Demais...locamentemágicoeúnico.

Aos poucos a platéia foi surgindo, indo e vindo como um passe de mágica.

Algumas horas depois chegou Lukinha (baixista da banda Garagem73), que também faz parte do time escalado para a missão "Faça Por Amor", junto com ele, veio o Três (Guitarrista da banda tbm), mlk da hora.

Somos nós mesmo - Vamo que vamo que o baguio ta a mil.

Luz, câmera, ação... Gravando!

Contra-baixo, voz, energia, ALMA!!!

Mais detalhes... agora é só aguardar pra assistir o vídeo clipe pronto.
Não consigo descrever toda aquela emoção, todo aquele sentimento. Estávamos todos reunidos num bem-estar fantástico. Me senti como se estivesse gravando um novo disco em áudio/visual.

Gente, muito obrigado por isso.
Obrigado a todo pessoal do Teatro Coletivo, Mônica, Nina, João, Jesus, Proletas da Quebrada, Lunkinha, três, Garagem73, Jairo Periafricania, Sérgio Vaz, Demis, Gato Preto, Bira, Gog... E a todos aqueles que fazem da música, um veículo de comunicação popular contundente e sem barreiras.

Crônica Mendes.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Crônica Mendes - Nasci criança, cresci um monstro e me tornei homem em meio guerra

Crônica Mendes - Meu nome e sobrenome - parte Bíblia, metade Mater.

Nasci no sertão baiano, filho de Isabel Mendes e Isabel Mendes. Cresci junto e na cidade grande, conheci São Jorge quando descobri que eu era gente. Desde então nunca mais nos separamos, estamos nos corações de ambos.
Conheci a guerra, sobrevivi até agora.
Conheci o que é a solidão, e escrevi muito sobre isso.
Descobri o mundo e o mundo tentou me esconder nas margens da sociedade... Eu gritei, mandaram me calar e fui obrigado a saber o que é política, ainda com o subtítulo de "Boa vizinhança".
Conheci e descobri pessoas incríveis, fantásticas, belas, ímpares, únicas, sensatas, íntimas...
Não fiz nenhum amigo.
Já os encontrei feitos.
Rs...
Ouvi dizer sobre o amor, escrevi sobre ele, cantei sobre ele, fiz tanto sobre eu e ele.
Até que conheci o amor em forma de meNina/mulher avante, livre, puro ou pura.
Brasileira, linda mente brasileira - brasileiramente linda.

Hoje, sou 29 caminhando pra despedida da vigésima casa e seus complementos.
Sou compositor.
Sobre o que escrevo?
Sobre você quando chora, sobre você quando ri, sobre eu quando choro, sobre eu quando rio.
As vezes sobre nós todos de uma vez só - É tão intenso e mais emocionante quando a música ou a escrita feita de forma íntima toma proporções coletivas. Somos todos íntimos.
Sou um rapista.
Faço denúncia, acredito em soluções.
Faço crítica, acredito nas pessoas.
Canto aos corações turbulentos e inquietos - Faço da minha voz, a sua, quando estou nos palcos e agora mesmo.
Eu poderia escrever sobre como eu comecei a fazer música, ou sobre meu grupo de rap "A Família", mas não quero fazer isso agora. Depois eu respondo se for o caso.
Neste momento eu quero apenas me entender melhor. Estou escrevendo o que está sendo criado em minha mente neste exato instante...
Tenho uma família, que por mais que às vezes fico longe, eu os amo como se fosse a primeira vez.
Tenho amigos que "não são fáceis de se gostar" mas são amigos e não têm culpa disso.
Tenho tantas músicas e a melhor é sempre a próxima.
Tenho espaço, tenho voz, tenho corpo, mente e alma.
E ainda quero mais.

Minha música é minha lingua, minha pátria é minha lingua.
Meu mundo é meu.
Meu dono sou eu.
Minha música já não é mais minha há tempos.
Minha vida, nunca foi minha.

Mas faço de tudo isso, instrumento de mudanças,
amanhã os frutos serão colhidos. E eu tenho que semear o que de bom há em mim.
Faça o mesmo.
Do for Love.

Iniciante: Crônica Mendes