sábado, 31 de outubro de 2009

A 1° Borboleta


A 1° Borboleta

Pra você,
Quase um verme.
Pendurada, antes rastejante.
Desenrolada,
Enrolou-se, como quem abraça seu próprio corpo.
o mundo de baixo,
Agora resulta do alto uma visão ampla.
Inteligente a beijar como pássaro
As flores.
Pousa sutilmente sobre as pedras
Exibindo suas diversas cores.
Clamante,
Sua suavidade destaca-se, sua timidez
Me chama,
Mas sua ousadia delicada
Atrai a caça.
Conhece o chão e o céu
Viveu o chão e desfruta do céu.
Bailarina livre
Sua saliva doce
Suas asas que imitam olhos abertos quando estão abertas.
Oitenta e oito escondido no infinito encontro de cores
E caminhos em você.
A 1° a me visitar,
Não invejo,
Desejo.
Como se refletisse toda uma cidade noturna em tuas asas,
As luzes coloridas como tal.
Seus tamanhos e estilos...
Você.
Hoje vive a bailar,
Outrora não.
Um mundo melhor na transformação,
transposição
Evolução,
E ainda sim,
Manteve sua simplicidade cativante.
Voa
Leve como o vento.
Voa
Leve como folha.
Sem pressa
Sem demora
Pois o tempo,
Este
Está com você.

por Crônica Mendes

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quem nos deu Deus?


Quem nos deu Deus?

Maria mãe de Deus,
Quem nos deu Deus?
Ô linda mulher da pela clara,
Sob o sol a sombra da cruz no calvário.
Quem nos deu?

Maria Madalena
Ô Deusa injustiçada,
Castigada pelos inícos.
Teu corpo perseguido como troféu,
Tua história deturpada
Por incrédulos.
Teu corpo,
Á Taça.
O Graal
Cruzes!
Ô Vênus
Ô Deusa...

Maria da graça
Mulher de gestos nobres,
Mulher mãe,
Mulher preciosa,
Como humano
Como força
Como fé...

Santa seja nossa palavra,
Ô Maria mãe.
A nós filhos teus,
Ainda que outros escondidos,
A verdade os revelará.

...continua

por Crônica Mendes

Saudade


Saudade

A estrada
é guiada
pelos sentimentos.
Mas temos que ser
mais forte que eles,
senão ficamos na estrada.

Gog

Marcha Periafricania


Marcha Periafricania

Sem limites para o pensamento, positivo
Na fé, prossigo, mantenho o meu compromisso.
Enquanto o mundo gira eu faço o meu melhor possível.
Respiro, muita calma, tô vivo.

Marchando sempre adiante, buscando o novo.
Vivendo, vivendo cada momento após o outro.
Não me julgo melhor, melhor do que ninguém.
Nem tão pouco pior, pior do que quem?

Não quero estar só, pra seguir nessa jornada.
É bem melhor saber que a vida não para.
Sonhar com o futuro mas o que vale é agora
O amanhã virá, mas me diz quem sabe a hora.

A luta é constante o pensamento prossegue
Cada minuto é importante, vem com "nóis", vem com gente.
Construindo nossa própria história, essa a meta
Então marcha, raça favela.

Marcha
Periafricania
Raça
Periafricania
Marcha
Periafricania
Favela é nóis, cabeça erguida.
Raça
Periafricania
Marcha
Periafricania
Raça
Periafricania
Favela é nóis...

Diretamente do Castelo quem fala, aqui é Crônica
Filho do São Jorge das ruas de Hortolândia.
Eu vim pra anunciar, a boa nova
A música livre, a poesia é nossa.

O Coletivo Vivo respiro cada segundo
Meus passos guiados pelos palcos espalhados mundos,
Que nóis, construímos uma ponte.
Do lado de cá meu pensamento não esconde.

Sou Pata de Monstro, sou Gato Preto, sou Mandela.
Sou Crônica Mendes, sou A Família, sou Favela.
Enquanto o coração pulsar, e ainda pulsa.
O amor em primeiro lugar, então me escuta.

Dificuldades existem mais, cada um de nóis é mais
Mas sozinho ninguém faz e todo mundo quer a paz
Mas de braço cruzados não há conquista
Então Marcha Periferia

Marcha
Periafricania
Raça
Periafricania
Marcha
Periafricania
Favela é nóis, cabeça erguida.
Raça
Periafricania
Marcha
Periafricania
Raça
Periafricania
Favela é nóis...

por Crônica Mendes e Jairo Periafricania
Foto: Nina Fideles

terça-feira, 27 de outubro de 2009

II Mostra Cultural da Cooperifa

1° e único Crônica Mendes.


minha vida em forma de mulher


um pouco mais de mim


eu e minha música


a música e eu


Minha singela participação no encerramento da II Mostra Cultural da Cooperia, convidado pelo grupo Periafricania.
Obrigado!

por Crônica Mendes
fotos por Stella Carvalho

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Mostra


A Mostra

Longe,
De onde tudo pode passar.
Aonde o que se encontra,
É o que se foi,
Dias atrás.
Somos magníficos,
Como canções em acordes perfeitos.
Como chuva no calor,
Refrescando nosso corpo,
Provocando lembranças,
Atraindo lágrimas
Lavando a alma.
Longe,
E agora onde posso chegar?
Cada momento é tão único
Como única é a vida.
Mas parece que ninguém sabe disso,
Saem desperdiçando cada momento,
Como à toa,
Por nada.
Longe,
Daqui posso pensar melhor.
Entender melhor o que aconteceu,
...foi mágico
E a magia é popular foi popular.
Assim como a música, que tomou conta de todos,
Numa energia que emana de cada um,
Sendo um, nós todos.
Longe,
Lá no extremo Sul da cidade cinza,
Vi o êxtase,
A simplicidade,
Os humildes...
Longe,
e muitos vindos de outros “longes”.
Era tudo nosso,
É tudo nosso.
Eu estava lá
e

Continuo.

e
Cá!

por Crônica Mendes

Meu erro


Meu erro

Os erros que escrevo,
São os frutos do que me ensinaram ser.
Os acertos,
É o resultado do meu estudo.
O livro aberto
Devorado sem pressa,
Minha mente aberta
Meu universo paralelo
Na terra.

Cada palavra toma teu rumo
E quando penso que é o fim
É o começo de tudo

A folha em branco se vai,
Dando lugar aos rabiscos,
Aos contos, encontros, desencontros.
Narrando vidas,
Que não só a minha
Buscando sentimentos
Que não os meus.

Meus erros não são corrigidos,
Pois fazer isso,
Seria mentir pra mim mesmo.
O erro é natural
O descaso seria
Não pedir perdão.

por Crônica Mendes

Salve!


Salve!

"O Rap Nacional,
não precisa de violência para se expressar.
Ele precisa é de talento
e atitude."


por Crônica Mendes

domingo, 18 de outubro de 2009

Atmosfera


Atmosfera

Parte em silêncio
Não partas em silêncio
Vê o perigo,
Sempre o perigo
Conversa infinita
Reconstrução da vida
Não partas

Parte, em silêncio
Não te vires de costas em silêncio,
Sua confusão, minha ilusão.
Destruindo-se em uma mascara de ódio-próprio.
Confronta-se e morre...
Não partas

Pessoas como você acham fácil
Despido para ver
Andando no ar
Caçando pelos rios
Através das ruas
Em cada esquina tão cedo abandonado
Colocado com o devido cuidado
Não partas, em silêncio
Não partas

por Ian Curtis

sábado, 17 de outubro de 2009

Sophia 17


Sophia 17

Aquela que um dia foi Sophia,
Hoje,
Longe,
Ausência angustia.

Aquela que um dia Sophia foi,
se foi.
Não entende.
O comportamento diz mais que palavras,
Mas o silêncio anuncia um novo inicio.

Numa estrada,
donde a de vim julgar os vivos e os mortos.
Os passos são apenas condenações próximas.
A condenar ações e corpos.
Assim se foi...

Aquela que um dia foi Sophia,
Hoje me atira,
Atira-me pra longe,
Atira contra mim,
Em mim.

Sem perceber que está acertando em si,
Pois eu sou você,
Sophia.

por Crônica Mendes

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Além do Mar


Além do Mar

Muita vida indo embora
Pouca coisa é feita
Muita gente reclama
Poucas pessoas descruzam os braços.

Muitos estão indo
Poucos sabem de onde vem
Tudo está cada vez mais menos

Menos dias, pra uns
Menos sonhos, pra uns
Menos motivos, pra uns
Mais ainda temos muito mais pela frente.
Sei não heim.

Todo mundo torce
Mas todo mundo é muita gente
Quem vai fazer a diferença
É igual a todo mundo.

A independência nasceu morta,
Mas depende do seu ponto de vista.
A vida ta tão fria
Mas o verão é um inferno na terra

A cabeça pouco gira
Mas não alivia a guerra interna.
O coração pulsa e pula
E o sangue escorre pra fora de forma injusta

A justiça está cega e condena
O cidadão de olhos abertos, vota errado por experiência.
É muita pouca vergonha
E ainda falta vergonha na cara.

A politica não faz politica capaz,
De exterminar a fome, nem tampouco a violência.
Mas põem policia na rua, pra sem politica alguma exterminar
Nossa existência.

A politica não se polícia
Nem polícia a policia.
A periferia preferia não ter policia
Perfeito seria?

É muita, muita coisa pra se escrever,
pela frente, mas o tiro vem por traz,
e dizem que veio pedido,
mas acertou o alvo!

E quanto ao tempo?
O Tempo tá passando rápido demais".
Enquanto há tempo..
Enquanto há vida.

A vida
e a sina.
A vida continua e acaba,
além do Mar.

por Crônica Mendes

Volte para o Seu Lar



Minha Palavra: Faço dessa música, as minhas palavras públicas.

por Crônica Mendes

Ode à poesia


Ode à poesia

As poesias são pessoas,
As pessoas são poesias.
Mas quando mal amadas,
As pessoas nada são,
Quando mal expressada,
A poesia é
Em vão.

As pessoas fazem poesia,
E as poesias fazem pessoas.
Mas quando as pessoas nada fazem,
De braços cruzados a vida não segue.
Quando as poesias são vazias
A vida perde o sentido,
Percebe?

A poesia e as pessoas,
A vida e os sonhos.
A realidade e a sobrevivência.
A poesia se faz plural ainda mesmo escrita no singular.
A poesia que há em nós,
É o oxigênio que alimenta os corações do mundo.
É o sentido maior
a nos mover.

por Crônica Mendes

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Criança que Cria


Criança que Cria

Crianças não são ingênuas
Crianças são crianças
Adultos são ingênuos,
Crianças são geniais.

Criança que cria
Mundos
Sonhos
Poesias

Criança que cria
Meninos
Meninas
Sorriam.

Crianças não mentem
Adultos não entendem
Adultos esqueceram que já foram crianças
Adultos escravizam crianças.

Um adulto mal
Mal amado
Desalmado
Desconta seu desgosto
Na criança ao teu lado

Crianças não são ingênuas
Crianças são crianças
Crianças ensinam o mundo
E o mundo é das crianças

Crianças um dia serão adultos,
Mas adultos nunca mais serão crianças.
Pois muitos têm vergonha,
Vergonha de criança.

Criança que cria
O Amor
O Sol
A Noite

Criança que cria
A Esperança
O Respeito
A Família

Criança que cria
Anuncia
Grita
A Voz

Então grita,
Viva, viva a criança em nós.

por Crônica Mendes
foto por Nina Fideles

12 Dias










Fotos por Nina Fideles

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Esnobe


Esnobe

Não,
Não me trate como se fossemos amigos.
Mas também não me distrate.

Não
Finja que não me conhece,
Embora não me conheça bem.

Não,
Não disfarce sua emoção ao me ver,
Ainda que de olhos fechados,
Minha imagem é melhor que a refletida no espelho.

Um passo,
Estou um passo a frente
De não continuar observando de longe

Estou perto,
Em uma outra estação que não a de antes

Não,
Não me leve tão a sério,
Não me leve a mal.

Saiba que não sou esnobe,
Então não me esnobe dentro de você.
O silêncio,
Entende o que eu digo?

por Crônica Mendes

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Maria que pariu


Maria que pariu

Te dou minha vida,
Faça dela o que tanto quis fazer com a tua.
Te dou minha vida,
Mas não atire, nem tire ela de mim.
É tua o que há tempos não é minha.
Sou meu,
Meu dono.
Sujeito simples,
Humilde abençoada.
Te dou minha vida,
Com lágrimas nos olhos,
Sem dor no coração.
Mas não a trate como se fosse tua,
Pois te dou a vida,
Mas não estou lhe dando a alma.
Te dou a minha vida,
Mais não a cria pro mundo,
Pois o mundo é impróprio
E o mesmo cria o que precisa pra si.
Te dou a minha vida,
Vá filho,
Vá viver a tua.

por Crônica Mendes

Perfil do Poeta





www.boletimdokaos.blogspot.com

domingo, 4 de outubro de 2009

Voltar aos 17


Voltar aos 17

Mulher que verás o céu,
Donde todos os males não estão.
A voz que cabe num tom sutil,
Numa nota sentimental.
A voz não acaba,
Ela alcança agora a pureza esplêndida.

Vou ver você,
Donde está você.

Vi-te num palco,
E de longe cantei contigo.
Seu tempo,
A nossos pedidos,
recitando a vida de muitos.

Vamos levar por ai,
á fora...
Vamos te levar...
Pra sempre.
La hermana
La cancioneira

Teu cansaço, teus passos,
Por uns julgados,
Por milhares, acompanhados.

Tua vida continua como uma música,
Encantando vidas,
Narrando histórias...
Falando de amor e companheirismo
Em tempos de guerra.

por Crônica Mendes
À Mercedez Sosa

Ela se Foi

sábado, 3 de outubro de 2009

Fotografias


música livre


sentimento puro


Crônica Mendes no MKF.Estúdio


Crônica Mendes e Jorge Batera e as crianças do MST


Crônica Mendes e B.Moraes no Estúdio Trama


Jairo Periafricania e Crônica Mendes - Seminário


Nina, Crônica e Jú


Jairo Periafricania, Crônica Mendes e Toni C


Roberval e Crônica Mendes (A Família)


Gog e Crônica Mendes (Itaú Cultural)


Simoninha e Crônica Mendes


Alessandro Buzo e Crônica Mendes


Marcelo Boscôli


Crônica Mendes e Fernando Anitelli (Teatro Mágico)


Crônica Mendes e Demis Preto Realista (A Família)


Crônica Mendes e Jorge Batera (Coletivo Vivo)


Foi por você...


A rosa


À Deus

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Eu


Eu

Amigos,
Sim,
todos vocês que me leiam,
me inspiram e me estimam.
Obrigado,
de coração puro...
Obrigado.

Eu,
não estive por aqui esses dias,
Me desculpem a ausência,
não,
não foram as palavras que me fugiram,
foi eu mesmo, em devaneios,
que resolvi por alguns dias ficar sem a sociabilidade do mundo virtual.
não,
também não estou negando os progressos na comunicação
estabelecida entre nós via Internet.
Mas, eu fui mesmo é encontrar pessoas no mundo real.
Um descanso,
e como há muito não fazia,
fui descansar,
me isolei...
e agora???
Agora eu voltei.

Sentir muita falta de vocês,
e acreditem,
isso foi um dos fatores que me trouxeram de volta.

Saudações a todos.

por Crônica Mendes