sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ano velho


Ano velho

Desejo desafios,
Pois outras coisas
já desejei no ano passado.
Hoje, quero saber por que o difícil é mais duradouro.
E por que o fácil não tem gosto algum.
Por que os braços ainda estão cruzados
E os joelhos ajoelhados
O que esperam do céu
?
deSEJO não saber o que vai acontecer comigo.
Afinal de contas,
Tudo pode acontecer nesta vida.
Um novo ano é como um novo dia
Você precisa amanhecer vivo
Para desfrutar,
Das complicações
E felicidades.
Pois vivo você pode experimenta tudo,
Até mesmo a morte.
Não vou desejar prosperidade
Vou desejar competência
Não vou desejar feliz ano novo,
Vou desejar um bom dia.
Prometo continuar escrevendo
Só não sei até quando...
No baile do vai e vem dos tempos,
Ser moderno é servir
Eu sou servido todos os dias
A milhares num banquete com a fome sentada a mesa
Sou visto por ai,
E nem penso em sumir daqui.
Minhas palavras são minhas línguas
E cada uma delas fala de um jeito
Com cada sujeito.
Não esperei o Messias, pois ele também pegou
o trânsito caótico de São Paulo,
Está atrasado desde o ano 2000,
Mais tem previsão pra 2012.
Não vou rezar,
Vou ficar apenas pensando no dia depois de amanhã
E deixar que as ondas sonoras descrevam minha rotina,
Minha brisa, meu breu...
Meu quase nunca santo EU.
Em órbita, a espera do ano par,
Vou impossibilitando a derrota de me conquistar.
Dia após dia,
eu persisto...
persista...
NÃO SOU o único.
NÃO SOMOS.
Não vou desejar nada só pra mim,
Parece que agora já podemos ser felizes
Ontem foi um dia bom,
Hoje já não sei
Amanhã vai ser.
BOM DIA!

por Crônica Mendes

Ops! esta é minha última postagem para este ano 2009, um ano de muitas conquistas e desafios. Foi lindo, foi prazeroso. De todo coração, amei este ano, mas meu coração é tão grande e ainda há muito espaço para continuar amando em 2010.
Obrigado a todos e todas que fizeram de mim, um simples poeta provocador de um mundo/agora e de amanhã.
Beijos...

+ 22/12/09 * 05/01/10

Vegetariano


Vegetariano

A rucula, não tem culpa,
Do gosto que a cebola
Deixa na boca.
A alface sem disfarce,
Não amarga.
O tomate que acompanha
Não se banha em vinagre,
Por acaso.
Não se acentua o sabor do repolho
Nem tampouco aguça a vontade
Do abacate.
O limão nas mãos
Pode servir de malabares
Com a cabeça vazia,
O estômago pode ser a base,
Dágua.
O azedo é a química entre nós,
O cheiro verde fica pra depois do banho doce.
A couve-flor, não floriu,
O brócolis não veio.
A azeitona foi ladeira a baixo
Deixando a ervilha em desespero
O milho foi trocado por miúdos
O cereal secou
A soja sobrou...
Estamos vegetando
O mundo está em sopa quente
A salada fria,
A boca vazia
E a mente
?

por Crônica Mendes

Música Pra Baixar (MPB)


O Movimento Música para Baixar – MPB é uma inciativa para conectar diversas áreas relacionadas como: música, arte tecnologia e comunicação colaborativa e espalhar suas propostas para o âmbito de diversos territórios, levando suas propostas para o maior numero de pessoas, extrapolando as fronteiras de um determinado gênero musical.

O MPB nasce da necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais desse país, não com a lógica do mercado excludente, mas com uma nova relação capital e trabalho apontando para os conceitos e práticas da economia solidária. Atualmente há uma grande demanda de diferentes agentes culturais no sentido da geração de renda à partir daquilo que criam. Necessidade, também, de rever a prática do jabá nos veículos de comunicação, que corrompe e impede as manifestações culturais em nosso pais.

Outro ponto de debate será a questão dos direitos autorais, as entidades representativas dos diversos agentes culturais e sua relação com as novas tecnologias.

O MPB tem como objetivo debater e questionar o projeto de controle da internet (já aprovado no senado federal e em debate na Câmara Federal), perspectiva entendida enquanto reflexão à criação de ferramentas visando a democratização do acesso à comunicação, elemento indispensável à diversidade cultural.

O MPB entende que não basta apenas fazer shows mas sim promover um debate que permita que os agentes desse processo, de uma forma mais ampla pois é participativa, sejam artífices de um movimento para mudar a percepção da realidade da indústria musical.

Artistas, produtoras e produtores que atuam no âmbito cultural não são integrantes de uma classe superior, mas trabalhadores e trabalhadoras que possuem os mesmos direitos dos demais. A arte não deve ser tratada como se fosse semente transgênica, passível de ser propriedade de alguns.

O MPB pretende debater a economia da música em sua complexidade, desde a distribuição dos produtos, o preço justo, a produção cultural, o consumo consciente, o espaço das mulheres na cultura, o software livre, a cultura livre, as redes sociais, a gestão da internet, a democratização da comunicação, o direito autoral e seus mecanismos de controle por entidades que se colocam como representativas dos artistas.

Por isso é um movimento que visa trabalhar os espaços possíveis decorrentes da promoção de eventos em espaços públicos e privados, âmbito universitário, pontos de cultura com presença dos artistas e agentes que estarão envolvidos com a execução dos shows, além de oficinas e rodas de criação coletivas. A idéia é de que isso tudo culmine em discussões pelo país acerca da cultura livre em que tudo poderá se acessado e disponibilizado na internet de forma colaborativa. Ao mesmo tempo criando mecanismos de geração de renda balizados pelos princípios da economia solidária.

Essa proposta vem sendo articulada por diferentes atores de áreas distintas da cena musical brasileira como músicos, VJs, ativistas do software livre, produtoras(es) culturais, acadêmicos, agentes públicos, movimentos sociais, etc. O MPB entende que cultura hoje é esse amalgama humano composto por diferentes segmentos aglutinados numa rede colaborativa e propositiva de parâmetros mais igualitários de distribuição de renda.

Por isso, convidamos a todos e a todas a somarem-se nessa luta.

saiba mais no site oficial:
www.musicaprabaixar.org.br

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pequena Poesia

O último sarau do ano



O último sarau do ano

Ontem,
presenciei o último sarau da cooperifa,
último em 2009,
afinal...
estamos apenas começando.
Ainda somos uma criança de 8 anos.
Somos,
me sinto assim.
A chuva veio no ínicio se pronunciar,
depois, as nuvens vieram se encontrar
numa poesia relâmpago.
O som do encontro foi lindo.

"Povo lindo, povo inteligente... é tudo nosso"

Ontem não ouvi,
mas de fato vi...
vi este povo lindo
vi este povo inteligente
a Poesia é nossa
é tudo nosso.
Quem pensa que não,
não faz parte dessa
ou de história alguma,
apenas são figurinhas descoladas

Ontem, a poesia
se fez presente assumindo suas cores
poses, estilos, tamanho
ganhos, conquistas, filosofias
SENTIMENTO.

Minha gente, nós, os últimos que restamos,
seguimos em frente de cabeça erguida SEMPRE!

por Crônica Mendes
obs: SARAU COOPERIFA DE VOLTA NO DIA 20 DE JANEIRO DE 2010. No mesmo local, nos mesmos e novos corações.
Até lá.






Fotos por Colecionador de Pedras

2010


2010

Vem chegando ano novo
novos dias
eu me sentindo mais velho
Minha pele ranzinza
Minha alma rabugenta.
Meus olhos observam
longe!

Meu corpo todo,
Cansado.
Minha cabeça
Piora a cada vez mais

“tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro,
Ano passado eu morri,
Mas esse ano eu não morro“

Então que seja
Seja feita a nossa vontade.
Que nossa consciência seja inteira
E que nossas lutas sejam cada vez mais intensas
Só assim saberemos valorizar melhor
A VIDA.
Não vamos cruzar os braços e reclamar de novo
Vamos sim, degladiar com sabedoria.
Ou seja, VAMOS VOTAR DIREITO

por Crônica Mendes

Errar não é Humano

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

mINHas pERfORmANCEs



























































por Crônica Mendes
Fotos por Nina Fideles, J.Paixão, Sérgio Vaz, Jaqueline (Gog)e Willians Costa

COMUNICADO

Os dois vídeos que publique recetemente aqui no BLOG, estão ainda expostos no Site Oficial do "A Família"

ACESSE www.afamiliarap.com.br E CONFIRA!


Ok
OBrigado.

Crônica Mendes

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Palhaço


O Palhaço

Sou palhaço
num mundo triste,
Onde cada sorriso que consigo
É pra sempre.
Sou palhaço,
E não me apego à tristeza,
Pois já chega...
Uma dose de bem estar
É tudo que desejo coletivamente
Minha cara pintada
Tem causa
Minhas roupas coloridas
Distraem a cidade cinza
Pintando o céu de um novo azul
Onde o concreto endureceu o coração
As lágrimas que brinco,
Amolecem cada lábio tímido.

Sou palhaço
E quando te faço sorrir
Bingo!!
Consegui meu dia bom
Sou palhaço
Não mágico
Mas desapareço com a tristeza das crianças
Os adultos de braços cruzados
são meus prediletos,
Pois sou palhaço e a eles provo
Que sorrir ainda é possível.

Sou palhaço não só no dia de hoje,
Depois da meia noite, amanhã e depois,
Eu serei sempre um bom palhaço.
Tem dias que me sinto sozinho,
Mas é passageiro,
Sou passageiro,
Não vim aqui pra servir a solidão
Ou qualquer que seja o baixo astral
eu vim pra santa ceia do riso.
Da alegria compartilhada,
Eu vim para que sejamos felizes por inteiro
Pois em algum canto alguém aguarda
um SORRISO.
Sou palhaço de um mundo triste,
Mais ainda há esperança em nós.

por Crônica Mendes
à Fernando Anitelli e a todos os palhaços nosso de cada dia

Momentos de ontem (pra sempre)


Nina e eu (Eu - O dono do meu mundo)


Jairo e eu (menino bom)

fotos por Sérgio Vaz e Marilda Borges

Palavras e um futuro bom


"Uma vida inteira por uma casa
é muito pouco;
Eu quero asas e sabedoria
para AMAR"

por Tubarão DuLixo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nasci criança, cresci um monstro e me tornei homem em meio guerra


Crônica Mendes - Meu nome e sobrenome - parte Bíblia, metade Mater.

Nasci no sertão baiano, filho de Isabel Mendes e Isabel Mendes. Cresci junto e na cidade grande, conheci São Jorge quando descobri que eu era gente. Desde então nunca mais nos separamos, estamos nos corações de ambos.
Conheci a guerra, sobrevivi até agora.
Conheci o que é a solidão, e escrevi muito sobre isso.
Descobri o mundo e o mundo tentou me esconder nas margens da sociedade... Eu gritei, mandaram me calar e fui obrigado a saber o que é política, ainda com o subtítulo de "Boa vizinhança".
Conheci e descobri pessoas incríveis, fantásticas, belas, ímpares, únicas, sensatas, íntimas...
Não fiz nenhum amigo.
Já os encontrei feitos.
Rs...
Ouvi dizer sobre o amor, escrevi sobre ele, cantei sobre ele, fiz tanto sobre eu e ele.
Até que conheci o amor em forma de meNina/mulher avante, livre, puro ou pura.
Brasileira, linda mente brasileira - brasileiramente linda.

Hoje, sou 29 caminhando pra despedida da vigésima casa e seus complementos.
Sou compositor.
Sobre o que escrevo?
Sobre você quando chora, sobre você quando ri, sobre eu quando choro, sobre eu quando rio.
As vezes sobre nós todos de uma vez só - É tão intenso e mais emocionante quando a música ou a escrita feita de forma íntima toma proporções coletivas. Somos todos íntimos.
Sou um rapista.
Faço denúncia, acredito em soluções.
Faço crítica, acredito nas pessoas.
Canto aos corações turbulentos e inquietos - Faço da minha voz, a sua, quando estou nos palcos e agora mesmo.
Eu poderia escrever sobre como eu comecei a fazer música, ou sobre meu grupo de rap "A Família", mas não quero fazer isso agora. Depois eu respondo se for o caso.
Neste momento eu quero apenas me entender melhor. Estou escrevendo o que está sendo criado em minha mente neste exato instante...
Tenho uma família, que por mais que às vezes fico longe, eu os amo como se fosse a primeira vez.
Tenho amigos que "não são fáceis de se gostar" mas são amigos e não têm culpa disso.
Tenho tantas músicas e a melhor é sempre a próxima.
Tenho espaço, tenho voz, tenho corpo, mente e alma.
E ainda quero mais.

Minha música é minha lingua, minha pátria é minha lingua.
Meu mundo é meu.
Meu dono sou eu.
Minha música já não é mais minha há tempos.
Minha vida, nunca foi minha.

Mas faço de tudo isso, instrumento de mudanças,
amanhã os frutos serão colhidos. E eu tenho que semear o que de bom há em mim.
Faça o mesmo.
Do for Love.

Iniciante: Crônica Mendes
obs: este foi meu 1º texto publicado no lançamento deste meu blog

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O que faz a MENTE.


Dê Livros de Presente neste NaTal

Livro Pelas Periferias do Brasil Vol. 3


O livro reúne vários autores, novos escritores,
de todo Brasil, dentre eles o compositor
e vocalista do grupo "A Família", Crônica Mendes.

Acesse afamiliarap.com.br - opção no menu LOJA.
E adquira já O SEU!

Obs:
Enviamos para todo Brasil.
oBRIGADO.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Música de Q


Música de Q

Ninguém faz música,
Quem toca não é a melodia
Quem canta não tem voz.
A música dos olhos
Dos lábios
Do encanto
Da hora certa
De um momento triste
Ou uma celebração...
A música que faz da vida
Um ritmo frenético
Ou uma suavidade só
Ou bem acompanhada
Musicalizei meu dia
E cantei antes do anoitecer
E quando a lua veio
Uma nova canção é o que me acompanha
Canção de ninar
E em meio aos tempos modernos,
Canção da guerra
No mar de sonhos
Canção do bem amado
E um dia,
Canção da despedida...
Ninguém faz música
Ela é que faz
VOCÊ!

por Crônica Mendes

Mendes

domingo, 6 de dezembro de 2009

O que não sei explicar


O que não sei explicar

Eu amo,
de fato,
eu te amo.
Pode até duvidar se quiser
Ou então acredite.
Mas não finja.
Nem tudo que tenho,
minhas palavras conseguem explicar,
mas meu coração sim,
esse pode sentir
tudo.

por Crônica Mendes

O caminho


O caminho

Por que você pensa que vai embora.
Não precisa fazer isso,
Você ainda está pela metade
E já está se derramando por ai.
Você me veio,
Agora não pode ir.

Acorde menina
A um mundo ao longe,
A te esperar.
Longe, mais é aqui.

Essa tua mão
que segura teu filho
Essa tua vida
Que leva vidas como exemplos
Ninguém vai lhe dizer como você deve se sentir.
Você é dona da sua vida
Dos teus sonhos
De si.

Joga bola fora
Tire ela de campo,
Você sabe como fazer
Se tudo isso é um jogo
Então jogue de cabeça erguida.

...lá na frente à gente se encontra.

Não, não quis ser melancólico,
O problema não é grave,
Mais grave estas palavras em teu coração.

- Você é luz -
- Glória -

Olha,
Você é mãe
mulher
Você
é
Vitória
não vou chorar por você,
Nem você faça isso por mim.
Sorrir,
Vamos sorrir disso tudo.

por Crônica Mendes

Época



A Conta é simples:
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É TUDO NOSSO!