segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Estrada


A Estrada

O medo nasce de sonhos adormecidos,
E quando os sonhos acordam
Dão medo.
Medo do que está por vir, ou do que um dia foi.
O dia,
Um dia nunca basta, sempre tem outro por vir.
O outro,
Outro que nem sempre lhe fará bem,
O bem,
Mas também quem nunca se sentiu mal com alguém.
Alguém que te fez ser o que não queria,
Ou dizer o que não queria.
E o que você quis,
E agora o que você me diz?
Quem liga pra isso.
O mal,
Talvez um estado de espírito,
Ou um descontrole interno.
Internamente, quem não mente pra si,
Talvez não minta pra mente alguma.
E quando está longe, numa viagem interna,
Um som qualquer pode te trazer de volta a cena
Em cena,
encenando sem ensaio durante a semana, aquela mesma cena.
repentina, corriqueira...
Insatisfeita, melancólica.
A cena que não dá dinheiro vivo a ninguém.
Cena triste, cena mal escrita, inaceitável,
Por quem é da família
Família,
Um encontro de amigos em gerações distintas e conflitantes.
Sempre tem um “não é mais como antigamente”
E antigamente não era mesmo assim.
O medo de não ser atual,
Atualmente atua em tua mente.
E os opostos seguem se distraindo e destruindo, traindo, caindo
Vindo.
E o dispostos segue atraindo, se contraindo, divertindo...
Se permitindo,
Indo...
Eu sigo.

por Crônica Mendes
(inspirado pelo texto Solidão de autoria Sérgio Vaz)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Crônica Mendes na Virada Cultural 2013


Mendes na Virada Cultural 2013 - O show acontece no segundo dia da Virada Cultural, 19, as 11h20 no palco da São Bento, onde o Hip Hop tomou uma geração. O rapper traz grande participações e um repertório que reúne grandes clássicos como Castelo de Madeira, Brinquedo Assassino, Faça por Amor, Sopra Lobo Mal, dentre outras de seu período com o grupo A Família, além de músicas inéditas de seu primeiro álbum solo.

Fonte:
GALUZ Records

terça-feira, 7 de maio de 2013

Alice


Alice

Quanto anos tem Alice, agora.
Depois que o mundo envelheceu
ela nem se deu conta.

Quanto tempo tem uma noite, de insônia.
ela disfarça com um sorriso
me deixando escondido
o que sempre sonhei.

Nunca houve seus pais
nunca volta atrás
e sente feliz.

trancada no quarto amando o diário
e as fotos que tem.
Não vai a escola, não sabe que horas
vai encontrar alguém.

Olhos famintos
Lábios tímidos
e se sente feliz

Amigos estranho, milhares de sonhos
canções tão reais.
Suas roupas escuras, se parecem armadura
mais ama seus pais.

Crônica Mendes

terça-feira, 30 de abril de 2013

Latidos são canduras (Poesia inédita)


Latidos são canduras

Não há como dizer que não se ouve pois toda noite ele vem
com seus passos curtos e preciso trazendo feridas novas também.
É como a Lua que tem o dia, mas é na noite que brilha. Um jeito cabisbaixo, ombros que lembram vigas surradas pelo tempo, olhos que provocam o amor. Tem dias que demora de vir, mas boêmio ele sempre vem como uma música velha da época de ouro do rádio. Ligeiro toma toda a rua.
É o dono da boca.
O dono da noite.
É o tocaia do maltrapilho mal intencionado.
É o jeito mais comum de se proteger de um passado.
Busca comida, carinho, um canto qualquer num coração bom. Não é de ninguém, é livre e com ele tudo pode acontecer.

Crônica Mendes

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um dia


Um dia

Era um dia perfeito, como ontem,
Mas somente hoje percebi.
Era como antigamente,
Mas infelizmente não pude seguir.
Um dia se foi,
E agora,
Pra onde vamos?
Talvez amanhã ele volte,
Mas de manhã não pode ser,
Pois tudo começa realmente ao anoitecer.
O que á para clarear senão o dia
O que o dia clareia senão à noite...
Era um dia comum,
Mas ninguém notou sua beleza.
Inconveniente, pensei em dizer,
Mas como só pensei, não disse.
Os relógios tentaram anunciar a chegada,
O sono tentou esconder,
A preguiça fingiu não ser nada importante,
E o corpo cedeu a besteira de talvez parecer.
O dia passou,
Um talvez ficou.
Talvez volte
Talvez aconteça novamente
Talvez outro venha...
Mas é tudo um talvez.
Vazio.
Era uma vez um dia comum,
Um dia perfeito,
Mas como é de pequenos detalhes,
Ninguém notou sua importância.
Se foi,
Foi-se seguindo os ponteiros,
Os trilhos do metro, a canção na hora do almoço.
A fadiga logo em seguida,
O cansaço após a faxina,
Os carros, caminhões, ônibus.
Todos num balé fumaçante num vai e vem.
No passo a passo seguindo pessoas,
Se foi como um qualquer,
Mas era um dia perfeito,
Pena que ninguém notou.

Crônica Mendes

Oito mulheres tristes

A cada oito horas,
oito entre dez mulheres sofrem agressões físicas dentro de sua própria casa.
São mais de oito milhões de mulheres que recebem menos da metade do salário,
dos mesmos oito milhões de homens, sendo ambos da mesma profissão.
Oito entre dez casamentos acabam antes dos oito meses por motivo de traição masculina.
São mais de oito entre dez, o numero de mulheres que entram na lista do desemprego.
A cada oito horas, oito entre dez mulheres de aproximadamente oito a dezoito anos são vitimas de violência sexual.
Numa escala de dez, oito por cento das mulheres são mães solteiras...
Somando tudo, o oito certamente faz a diferença, mas será somente no dia oito de Março é que se deve tratar bem uma mulher??

A mulher, não basta ser lembrada, é preciso respeitá-las!

Crônica Mendes