quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Interrogação


Interrogação

Falar,
deixa eu falar.
A fuga não é a saída,
a culpa não é culpa de ninguém.
O medo é o desejo da timidez
E a timidez por sua vez
É o medo de dizer o que pensa
Ou que sente.
A mentira não tem perna curta
Ela não anda.
Apenas rasteja na boca
Pedindo beijos e aceitação
De um coração pego de surpresa.
Não ingênuo
De surpresa,
Desarmado.
E quem tem o coração armado,
Diga-me, quem?
Não dá pra sentir amor
Sem sentir o gosto do que é isso.
E o que é o amor,
Senão dois corpos que mais parecem um só.
Duas vidas encontrando-se,
Descobrindo uma nova.
E o amor,
O que é, o que é
?
Não preciso falar mais nada,
Apenas olhe os meus olhos,
Apenas olhe dentro de cada um deles
E decida o que você quer ver.

por Crônica Mendes

3 comentários:

Ahh... Line. disse...

que coisa mais linda querido... lindo lindo...

Fernanda disse...

A pergunta certa é amparada com atitudes erradas.
O que eu pego pra mim é o que a vida me dá e que eu aceitei?
Ou eu apenas recolho e guardo no bolso sem olhar do que se trata?

Sempre interrogações.
E sem elas..
Apenas Afirmações vazias cravadas por pontos finais.

Parabéns!

Fernanda
@FeehLais

André Ebner disse...

Muito firmeza.