segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Bom Velhinho dessa vez não veio de roupa preta


O Bom Velhinho dessa vez não veio de roupa preta

Acredito que o Natal seja um grande momento de reflexões em famí­lia, assim como o reveillon.
Momento em que sentamos á mesa num coletivo familiar, revendo parentes, amigos distantes, pessoas novas que se aproximam da famí­lia... Pessoas.
Não vejo o Natal como uma festa em que banhados em bebidas, dizemos Feliz Natal aos amigos e familiares, aos cachorros, aos pássaros (esses nem felizes estão, pois estão trancados numa gaiola não só na noite de Natal, mas por uma vida inteira).

O que de fato é o Natal?

"Que dia é esse que sentimento bom estou no peito,
Amenizou a dor, me deixou desse jeito.
Lembrei..."

Será que o Natal é noite só de lembrar o que se fez, ou o que não fez?
Quem estava ao seu lado na hora em que os relógios badalaram a meia noite do dia antigo 24 de dezembro de um ano comum ou um ano qualquer. Quem estava com você, quem você deu a primeiro abraço natalino? Quems?

Há quem tenha medo do Natal e do ano novo, pois enquanto muitos comemoram mais um ano de vida, os que têm esse medo, se angustiam com um ano a menos de vida. No ano novo se fica mais velho.
Qual o seu presente tão sonhado, uma nova idade, uma nova bicicleta, um desejo extra.
Qual é?
E quem é o papai Noel?
Você já escreveu para ele né?! Hummm, te enganaram também.

Enganaram ou mantiveram vivo em você o espírito natalino? Pra que serve este espí­rito? Eu nem sabia que podia ter dois. Será que só no Natal podemos abraçar quem amamos, dizer palavras bonitas a nossos familiares, será que só podemos fazer isso no Natal? E os demais dias, tratemos mal uns aos outros?

Será que chegaremos ao Natal se assim fizermos?

Tô sentindo que o Natal levanta várias interrogações. São tantas perguntas que penso em responder, que até esqueci de pensar no presente ideal. Mas o presente, o presente que quero é um futuro. E que seja coletivo.
O Bom Velhinho, estou caminhando pra isso.
O Bom Velhinho dessa vez não veio de roupa preta, veio de forma simples em meio ao mundo louco e rápido.
Veio mas ninguém viu.

por Crônica Mendes (Salve meu mano @Criadasruas)

2 comentários:

vato disse...

Natal! data em que até os inimigos te abraçaM em que até us sorrisos são fabricados. o tal noel porco capitalista nunca apareceu na minha "goma" sera pq não tem chaminé?
sei la so sei que essa data não representa nada pra mim!! salve salve...

NÚCLEO CULTURAL FORÇA ATIVA disse...

Boa reflexão!!!
é nóis...