Agridoce
As palavras que ora me fogem,
Noutras me encontram só.
Os momentos que me guardam,
Em instantes tocados em Dó.
Nem sempre longe, mas posso caminhar
Quando chego perto,
É sinal que tudo de novo está pra recomeçar.
Não tenho passos incertos,
Ao invés do que disse outro dia desses.
Meu caminho é caminhar por ae,
Alheio aos prazeres.
Num verso e prosa, o que sinto exponho
Mas não me sinto estranho diante de tantos...
Tantos que se destacam
Outros que se descolam.
Nada está grudado para sempre nesta história.
É até engraçado.
Somos o que somos, e somos tão fortes,
Mesmo quando choramos,
Ainda somos fortes.
Não sinta medo de não esconder as lágrimas,
Mas não ás tomem como palavras.
O silêncio diz o que quer,
Quem tiver ouvidos que ouça.
Uma simples comunicação, escondida ou arbitrária,
Quantos de nós já usamos de frases mal feitas ou mal acabadas,
Pra expressar o que queremos dizer,
Quando na verdade não queríamos dizer
Nada.
Por luxo ou necessidade de impressionar,
O ego, o orgulho,
Não engulo o que não posso vomitar.
Enquanto uns criam regras, eu crio alternativas.
A saída dita perfeita, nem sempre é a preferida,
por não ser fácil ou por não ser vista
Crônica Mendes
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