segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Menino (a Jairo Rodrigues)


O Menino
(a Jairo Rodrigues)

Já se foi o tempo em que chorar era vergonha.
Hoje me sinto bem,
Choro, me emociono, me surpreendo.
Me permito.
Meu grande amigo.
Na sua meninice me vejo,
olho tua alegria e me alegro como se fosse eu à se divertir com tudo que você me ensina.
Ensina, e não é pouco.
Me divirto e não me torturo.
Tolo seria eu em não admitir o meu aprendizado.
E você nem sabia disso.
Que vida é essa que alimenta tua alma,
Que sonho é esse que lhe mantén firme na estrada.
É a vida que você escolheu viver,
ao lado das pessoas possíveis.
É o sonho que você decidiu sonhar,
ao lado de pessoas tão reais.
Deslumbrante a desbravar o mundo da ignorância,
lapidando-o, dando-lhe a forma da mais bela poesia
Estando ali, onde muitos temem estar,
por não querer saber
por não querer acreditar.
Propagador da extinção da arrogância,
veio a mim como quem me conhece desde criança.
Tomou minha merecida admiração
ocupou e transformou meu tempo.
Você não media,
Você vive.
Você não faz média,
Você vive por inteiro.
A imagem flácida não é a tua
O atoa não é o teu
Disposição em pessoa
grande amigo meu.

por Crônica Mendes
foto por Nina Fideles

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2 comentários:

PERIAFRICANIA disse...

Salve Cronica!
Primeiramente me sinto honrado com esse texto, AFINAL VINDO DE ONDE E DE QUEM VEM.
Não é sempre que somos homenageado, aliás que me lembre... Enfim, obrigado irmão!
Tenho direito a resposta. rsrsrs
Abraços.

Crônica Mendes disse...

sinta-se a vontade.