quarta-feira, 2 de junho de 2010

Quando o amor não mais convir


Quando o amor não mais convir

Quando o amor não mais convir
O que será de nós.
Flagelados, desnudo,
Numa guerra sem sentido algum,
e nunca haverá sentido numa guerra.
Nossa história, nosso sentimento...
O que está aqui dentro, somente nós sabemos.

Bem aqui, no lado esquerdo do peito,
Onde pulsa o mais belo coração,
num ritmo frenético como o dos anos 30.
Mas quando tudo isso parar, para onde vamos?
O que nos resta além do resto jogado na cara.
Quando o amor não mais for sentido,
nem declamado. Tudo ira ficar vazio.
Cinza. Agridoce. Singular.

Não temos mais compaixão, estamos sem tempo?
Não temos mais amor, estamos sem tempo?
É a correria, É a correria.
As palavras pronunciadas, insultam
Os olhares desprezam.
Onde está você agora?
Perdido num tempo, buscando ajuda,
Buscando renascer, transformar...
Em que, quem?

Quando o amor não mais convir, estaremos todos acabados.
Então não,
Não deixe os afazeres ou deveres, seja lá o que for, não deixe
que nada faça de você uma sala vazia,
sem alma nem corpo,
só um vazio e o eco da sua última respiração.
É o fim,
quando o amor não mais convir.

por Crônica Mendes

5 comentários:

Ronaldo Nunes disse...

muito bom!! como sempre se expressando de um modo muito original, e muito puro!!

admirador do seu trabalho e aliado nos ideais!! mto boa poesia!

Angelica Nascimento disse...

Lindo poema Crônica!!
Amor para todos!

lu disse...

eu amo muito as suas poesias.
adoro vc
PAZ

BrunoricO. disse...

Aí irmão, um amigo que curte minhas poesias me indicou teu blog falando que eu ia gostar dos teus escritos, e realmente ele acertou; muito bom parceiro, é isso aí mesmo, gostei especialmente da frase: "Que nunca me faltem as palavras para descrever meus sonhos, sentimentos, minha vida e minha ira."
Continue sempre nessa pegada que o caminho é longo. Aí depois se der ficarei honrado em ter sua visita no meu universo de introspecções também, meu blog vai ta lá esperando sua visita, abração, fica na paz família, tamu junto.
Hasta.
http://sentimentocritico.blogspot.com

Marta Celestino disse...

Grandes verdades, grandes questionamentos...